Isabel Capeloa Gil no programa “Cultura Geral” da RTP

Obras que marcaram percursos, viagens culturais, a relação com a leitura e a(s) língua(s), o que é a cultura : eis alguns dos tópicos da conversa que juntaram Isabel Capeloa Gil, Carlos Mendes de Sousa, e Maria do Rosário Pedreira no programa “Cultura Geral”, moderado por Anabela Mota Ribeiro, no passado dia 26 de Março. Pode ver AQUI

 

 

 

 

Traduzir Jane Austen: o debate

No âmbito do bicentenário da morte de Jane Austen (1775-1817), teve lugar, a 16 de Março, na Sala Exposições da Universidade Católica Portuguesa em Lisboa, uma mesa-redonda dedicada à tradução da obra da romancista inglesa para português.

Esta sessão, aberta ao público e bastante participada, contou com a presença dos tradutores Paulo Faria, Ana Saragoça, Jorge Vaz de Carvalho e Isabel Veríssimo. A mesa-redonda, moderada pela investigadora Rita Bueno Maia (Universidade Católica Portuguesa-CECC) foi inserida no ciclo TRT. Tradutores Refletem sobre Tradução. 

Durante a conversa, abordaram-se diversos temas, nomeadamente a influência do estatuto canónico da autora e a sua popularidade no espírito dos tradutores, que falaram das diferentes condições de trabalho, conforme se ocupem de tradução literária ou audiovisual, com as respectivas especificidades. Nessa medida, debateu-se também a questão da relação entre a actividade de tradução e outras artes, nomeadamente o teatro e a música.

Ainda, os intervenientes relataram a forma como surgiu esta autora na sua vida profissional, e que opções fizeram, em termos de escolha, ou não, das obras, que edições originais consultaram e que tipo de ‘ferramentas’ académicas estavam ao seu dispor, bem como a sua relação com traduções portuguesas anteriores, referindo, de forma transversal, a profissionalização tardia da tradução no nosso país, uma vez que esta actividade era muitas vezes assumida por escritores até meados dos anos 80, sobretudo no plano editorial.

Outro tema em cima da mesa: as dificuldades com que se debatem os tradutores de Jane Austen, a nível do arcaísmo da língua e as marcas de hierarquia social presentes no discurso das personagens. Os convidados debateram escolhas, a nível de ortografia e semântica, na busca de formas de fidelidade ao ‘tom’ original.

As trasformações do mercado editorial foram também assunto: a tendência crescente da aposta nas edições digitais, com novas funcionalidades, nomeadamente a exposição estilo work in progress do processo de tradução, uma questão levantada por um elemento da assistência. Embora nenhum dos tradutores presentes tenha ainda essa experiência, discutiram de forma viva estes desafios futuros.

José Manuel Simões lança livro sobre jornalismo em português em Macau

“Jornalismo Multicultural em Português – Um Estudo de Caso em Macau” é o novo livro de José Manuel Simões, que resulta do seu projecto de pós-doutoramento,na Universidade Católica, sob orientação do director da Faculdade de Ciências Humanas, Nelson Ribeiro. O autor reside em Macau desde 2008 e este projecto, focado naquela realidade, constitui a continuação natural da sua investigação  sobre o panorama ético do jornalismo em termos globais.

“Jornalismo Multicultural em Português – Um Estudo de Caso em Macau” “tem o potencial de contribuir, de forma decisiva, para a complexificação do pensamento sobre a imprensa e o jornalismo no século XXI, permitindo aos leitores descobrir uma realidade que nem sempre surge reflectida no discurso Ocidental sobre os meios de comunicação”, afirmou Nelson Ribeiro ao site Ponto Final.

José Manuel Simões, por sua vez, falou também ao jornal Tribuna de Macau (pág.8), afirmando: “Em Macau, as pessoas vivem em segurança, há uma determinada harmonia entre as comunidadesmas não há pontes, conhecimento até. Portanto, os jornais poderiam ter esse papel para contribuir que haja um conhecimento e uma maior proximidade das outras comunidades”. Sobre as conclusões da investigação, adiantou: “Há expressão sem obstáculos, sem constrangimentos na forma como se faz jornalismo em português em Macau”, mesmo que, acrescentou, “se possa pensar que sendo os jornais subsidiados pelo Governo após cinco anos de existência estarão dependentes”. Referiu ainda, em contrapartida, a questão da dificuldade de acesso às fontes.

Pode saber mais sobre este projecto em entrevista do autor à TDM (a partir do minuto 41:50).

 

 

“Risk and Crisis Communication in the Digital Age”: Call for papers

 

Universidade Católica Portuguesa, 19 – 21 October 2017

Crisis Communication research emerged as a response to the need of conceiving emergency plans to deal with events that have a negative effect on stakeholders’ perception of organizations. However, researchers soon demonstrated that crisis communication is more than a reaction, and it should be perceived as a strategic tool to plan organizational life. The absence of a strategic crisis management thinking and discourse, besides posing a risk to organizations also limits response to societal challenges such as natural disasters, terrorist attacks and wars. In addition to this, the Digital Age poses new risks to the typical planning methods, while making available new sorts of tools that can be used to plan, implement and evaluate crisis management.
Departing from this context, the 5th International Crisis Communication Conference aims to discuss how crisis communication can be used by business and the public sector in a strategic fashion. Which theories and case studies can help better plan and implement crisis communication plans? How do organizations learn from the past, i.e. how do they evaluate previous crisis and order to be better prepared for the future? How did the digital challenge traditional strategies of crisis communication? Which sorts of new risks are brought by digital media and how can one learn from previous online crisis? Are corporate and non-corporate organizations ready to face online crisis communication?
While seeking answer for these questions, the conference will deepen and extend the exchange of ideas and approaches across disciplines and between Crisis Communication theories and researches.
Objectives:

  • To examine the role and practices of communication professionals in relation to internal and external aspects of crisis communication,
  • To reflect about and to expose new roles and practices of strategic approaches to internal and external crisis communication,
  • To contribute to knowledge development about crisis communication cases of public and nongovernmental organizations,
  • To discuss and reflect about crisis communication theories and research,
  • To present case studies based on empirical material,
  • To clarify the importance of a strategic crisis communication plan.

The conference includes a panel for corporate discussion and cases presentation, which will contribute to the industry crisis management debate. The conference will also include Young Scholars activities – YECREA.

Submissions should deal with one of the following sub-themes:

  • Corporate Crisis Communication;
  • External Crisis Communication;
  • Internal Crisis Communication;
  • Non-Corporate Crisis Communication;
  • Public and Nongovernmental Organizations Crisis Communication;
  • Integrated Communication;
  • Crisis Communication Management;
  • New Media Crisis Communication;
  • Strategic Crisis Communication Management;
  • Media/Journalism (crisis reporting).

Presentation proposals in English language are to be submitted as meaningful extended abstracts (max. 500 words, references excluded). Abstracts should state the title of the presentation, purpose, theoretical approach, methodology, (expected) findings, implications, relevance, and originality of the study. Include contact information for all authors (name, organization, address, email address and phone). Abstracts must be presented in Word format, in 1.5 line spacing and 12 point Times New Roman font size.

Deadline for submissions
The deadline for submissions is April 17, 2017. Please send the abstract to: crisis5@fch.lisboa.ucp.pt. Notifications of acceptance will be sent by e-mail by June 9, 2017.

The Registration Fees are:

  • 70€ lunch and coffee-breaks included;
  • 95€ Conference dinner included;
  • 35€ non-presenting.

Keynote speakers
Professor W. Timothy Coombs – Texas A&M University (confirmed)
More to be announced soon
Organizing Committee
Professor Carla Ganito
Professor Nelson Ribeiro
Professor Maria Inês Romba

The 5th International Crisis Communication Conference will take place at Universidade Católica Portuguesa, in Lisbon (Portugal), on October 19 – 21. The conference is organized by the ECREA Crisis Communication Section, and hosted by the Research Centre for Communication and Culture (CECC), Universidade Católica Portuguesa (UCP).

 

Submissions: crisis5@fch.lisboa.ucp.pt

MORE INFO: http://crisis5-ecrea.com

Landeg White leva poesia a Goa

O investigador Landeg White esteve, em Dezembro passado (2016), na India, em Goa, para um conjunto de palestras, marcando também presença no Goa Arts and Literature Festival, e tendo dado, na ocasião, uma entrevista ao jornal Navhind Times, onde falou da relação entre Camões e Goa, tema que dará lugar brevemente a nova publicação.

Deixamos-lhe o registo da participação do investigador no festival literário, onde realizou um recital de poesia.

“Doppelgänger: fantasias de representação em autores bi ou multilingues”- Gerald Bär no Coffee Break do CECC

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No passado dia 7 de Dezembro decorreu uma nova edição no CECC Coffee Break onde o investigador Gerald Bär apresentou um research statement intitulado “Doppelgänger: fantasias de representação em autores bi ou multilingues”.
O orador começou por explicar que a sua abordagem passa pela análise de motivos literários, sendo o Doppelgänger exemplo de tal, enquanto fantasia de fragmentação do autor. A obra “O Estranho Caso de Dr. Jekyll e Mr. Hyde” foi referenciada como ilustrativa desta ideia. Durante a sessão, os exemplos referidos foram maioritariamente literários, embora o investigador tenha ressalvado que o motivo não é exclusivo da literatura, existindo igualmente noutras formas de arte. Foram frisadas as diferenças entre Doppelgänger literários e no cinema, sendo que os últimos utilizam diversas técnicas filmográficas ao dispor para criar o motivo.
O conceito Doppelgänger surgiu pela primeira vez em 1796, sendo mais recente que o fenómeno que apelida. A definição original descreve o Doppelgänger como aquele que se vê a si mesmo. Contudo, na literatura anglo-saxónica o termo foi apropriado com uma conotação diferente da alemã. Em português fala-se de sósia, em francês sosie, cuja origem se encontra na figura do Sósia na peça de Plauto, “Anfitrião”. Assim, sósia refere-se a um duplo cujas semelhanças se manifestam ao nível físico, naquela que é uma tradição literária completamente diferente da alemã.
Gerald Bär prosseguiu com diversos exemplos de literatura secundária onde o motivo de fantasia de fragmentação é explorado e apresentou também a sua tese publicada em 2005, “Das Motiv des Doppelgängers als Spaltungsphantasie in der Literatur und im deutschen Stummfilm”, que descreveu como uma tentativa de antologia de doppelgänger.
O orador referiu ainda a tendência para criação de fantasias de fragmentação em autores com um background multicultural ou que dominam várias línguas, como por exemplo Franz Kafka ou, no caso português, Fernando Pessoa. O investigador defendeu que o facto de Pessoa escrever em várias línguas proporcionou a criação de heterónimos ou, por outras palavras, a língua precede o heterónimo.
Ainda no caso de Pessoa, discutiu-se a tendência de críticos literários para o foco no lado patológico dos autores. Gerald Bär mencionou ainda o exemplo de E.T.A. Hoffman e frisou que, mais do que perceber se o Doppelgänger é uma estratégia de escrita ou sintomático de uma patologia mental, o importante é o conteúdo das obras e a capacidade do leitor para delas desfrutar.
Seguiu-se um visionamento de um vídeo sobre o tema, após o que os presentes foram convidados a intervir naquela que foi uma frutífera discussão sobre o conceito Doppelgänger.
O investigador explicou que o encontro com o Doppelgänger poderá, ou não, ser assustador, sendo que a maior parte das vezes não é recebido como algo positivo. Numa explicação freudiana do fenómeno, o Doppelgänger surge como a repressão do eu, sendo que o encontro com o eu reprimido poderá causar alterações na personalidade do sujeito. Além disso, o orador explicou que a fantasia de fragmentação não tem que se restringir a uma figura dupla, mas poderá ser tripla ou mais, sendo que a fragmentação múltipla se tornou comum na literatura modernista.
Por último, falou-se de casos em que o Doppelgänger consome ou toma posse do sujeito, como no caso de David Bowie e Ziggy Stardust, e da inexistência de duplos femininos até meados do século XX.

Mafalda Duarte Barrela

(aluna do 1º ano do Mestrado em Estudos de Cultura)

Jorge Santos Alves lança novo livro sobre Macau: entrevista vídeo

Jorge Santos Alves é co-autor, com Rui Simões, do livro Macau. Roteiros de Uma Cidade Aberta, lançado a 22 de Fevereiro de 2017, no Auditório da Delegação Económica e Comercial de Macau, com apresentação de Guilherme d’Oliveira Martins.

O investigador falou ao CECC sobre este trabalho, que se relaciona com a sua experiência de vida e também com a sua investigação.

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Crianças e media digitais: Patrícia Dias é co-autora de capítulo em novo livro

“Young Children and Digital Media in the Home: Parents as Role Models, Gatekeepers, and Companions” , assinado pela investigadora do CECC Patrícia Dias, em co-autoria com Rita Brito, é o título do capítulo agora integrado no livro Family Dynamics and Romantic Relationships in a Changing Society, um volume que se debruça sobre os impactos das mudanças socio-culturais nas relações afectivas e pessoais.

O texto em destaque resulta da participação das investigadoras no projecto europeu  Young Children and Digital Technologies (2015). Segundo Patrícia Dias: “Este capítulo foca o papel desempenhado pelas tecnologias digitais, principalmente o tablet, nas dinâmicas familiares nos lares. Uma das conclusões interessantes é que as tecnologias também são ‘trigger’ de novas rotinas de intimidade, como ler histórias antes de adormecer mas em ebook, jogar em conjunto, ou partilhar o visionamento de vídeos e videoclips no YouTube.”

O capítulo pode ser adquirido online, aqui.

Élmano Ricarte publica artigo sobre a festa do São João, no Porto

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“São João da cidade do Porto e os processos folkcomunicacionais” é o título do mais recente artigo do investigador júnior do CECC Élmano Ricarte, a desenvolver doutoramento em Ciências da Comunicação na Universidade Católica, publicado na Revista Internacional de Folkcomunicação.

RESUMO
Apresenta-se a Folkcomunicação inserida na Festa São João da cidade do Porto. Esta
celebração popular homenageia São João Batista e acontece no mês de junho no norte dePortugal. Sendo assim, perguntamo-nos: quais e como são caracterizados os processos de Folkcomunicação na festa de São João na cidade do Porto? Com o objetivo de mapearsimbolicamente tais processos, utilizamos a estratégia metodológica da Fotocartografia Sociocultural. Pudemos observar que os atos de comunicação naquela festa são diversos tanto ao nível de comunicação interpessoal e coletiva como também de comunicação realizada por empresas públicas e privadas.
PALAVRAS-CHAVE:
Folkcomunicação. Festa Popular. São João. Cidade do Porto

Pode consultar o artigo completo aqui

Alunos e docentes fazem visita cultural a Porto e Guimarães

No passado fim-de-semana de 11 e 12 de Fevereiro, os alunos, staff e docentes do The Lisbon Consortium visitaram o Porto e Guimarães, no âmbito de uma visita de estudo organizada pelo programa.
No primeiro dia, o grupo visitou o Palácio dos Correios, edifício da Câmara Municipal do Porto, para uma conversa com Guilherme Blanc sobre o projeto de crescimento do setor cultural no Porto durante o mandato de Rui Moreira, atual Presidente da Câmara. Durante a sessão, o adjunto para a área da Cultura falou sobre a importância da criação de uma comunidade de instituições culturais e desenvolvimento de trabalho num espírito colaborativo, e também sobre algumas iniciativas levadas a cabo pela instituição, nomeadamente Cultura em Expansão, Fórum do Futuro e Criatório – Programa de apoio à criação artística.
O programa da tarde incluiu uma visita à Fundação de Serralves, onde o grupo participou numa visita guiada às exposições “A Time Coloured Space” do artista francês Philippe Parreno, no Museu de Arte Contemporânea de Serralves, e “Materialidade e Metamorfose” de Joan Miró, na Casa de Serralves. O trabalho de Parreno, eclético em media, inspira-se na ideia de différence et répétition do filósofo Gilles Deleuze; assim, em cada sala, o conceito e os materiais repetem-se, de forma diferente. Em “Materialidade e Metamorfose”, podem ver-se os 85 quadros de Miró, previamente pertencentes ao falido BPN e agora propriedade do Estado Português. Para além disso, o grupo teve a oportunidade de visitar a exposição “História da Falta” da artista Andreia Santana, vencedora do prémio Novo Banco Revelação 2016, com a presença da própria para explicar o seu trabalho.
À noite, já em Guimarães, o grupo assistiu a “Speak low if you speak love” de Wim Vandekeybus no Centro Cultural Vila Flor, uma performance intensa, musicalmente rica e tecnicamente forte que explora narrativas clássicas sobre o amor.
No dia seguinte, seguiu-se uma visita ao CIAJG – Centro Internacional das Artes José de Guimarães, que incluiu uma apresentação de Nuno Faria, Diretor Artístico do CIAJG, sobre a missão e o trabalho desenvolvido na instituição que funciona parte como museu, parte como centro de arte contemporânea. Na exposição “Cosmic, Sonic, Animistic”, inclui-se parte da coleção permanente da exposição, assim como novos trabalhos de Stefano Serafin, António Bolota e Christine Henry. Fazem também parte da exposição obras da autoria de José de Guimarães, e também Arte Africana, Arte pré-Colombiana e Arte Chinesa Antiga da sua coleção privada. Por fim, o grupo visitou “Os Pirómanos”, uma exposição sobre a obra do celebrado artista português Rui Moreira e “Destinerrância – O lugar do morto é o lugar da fotografia”, em que Edgar Martins apresenta o resultado de uma investigação no Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses sobre a memória do corpo depois da morte.

Mafalda Duarte Barrela

(aluna do 1º ano do Mestrado em Estudos de Cultura, participante na study trip)