‘Jane Austen Superstar’: prazo alargado para submissão de propostas

2017 marks two centuries since the death of Jane Austen in July 18, 1817. Two hundred years after her premature death, the English writer has never been more famous: from movies to tote bags, from mugs to rewritings of various sorts (sequels, guides to dating, adaptations to modern-day circumstances, biographies and fictional biographies, and, of course, translations), her work has invaded and pervaded contemporary imagination.

As Virginia Woolf famously put it, “[h]ere was a woman about the year 1800 writing without hate, without bitterness, without fear, without protest, without preaching” (Woolf, 2008: 88). This apparently unassuming woman penned six powerful novels that have changed the world. Seen by some as an unwitting precursor to the women’s rights movements, read by others as a conservative author, Austen never ceases to baffle the contemporary reader, writer and critic alike: is she a “secret radical”, as Helena Kelly suggests (2006), or is she apolitical and / or a middle-of-the-road author? Is she an author who writes about trifles or does she, as Woolf surmised in 1925, stimulate “us to supply what is not there”? Woolf further adds that “[w]hat she offers is, apparently, a trifle, yet is composed of something that expands in the reader’s mind and endows with the most enduring form of life scenes which are outwardly trivial.”

The conference would like to celebrate Jane Austen’s life and work by discussing (a) how her books form part of the contemporary experience of love, gender, family, social and pecuniary relations and (b) how her writing style, her silences as well as her favourite topics, and her language have shaped modern-day literature, both in the UK and abroad.

In a nutshell, the conference aims to discuss both the author’s rootedness in the late 18th and early 19th centuries, her authorial longevity and acumen, and her to some extent intriguing pop star fame in the last 20 years, proving indeed that “[h]er legacy is not a piece of reportage from the society of a particular past, but a wise and compelling exploration of human nature” (Shields, 2001: 170).

Papers on the following topics are welcome:

  • Authorship and (in)visibility
  • Austen and feminism
  • Jane goes to Hollywood
  • Austen and TV adaptations
  • Austen as a popular icon (fashion, books, visual icon, and other memorabilia)
  • Austen’s critical fortune
  • Austen and (the absence) of history
  • Austen and / in the great tradition
  • Masculinities & the economics of power
  • Jane and mothers
  • Austen and the social value of gossip
  • Flattery in Jane Austen
  • Jane in translation / Translating Austen
  • Places in Austen
  • Austen and politics
  • ‘Janeitism’: from fandom to commodification

Keynote lecturers:

  • Kathryn Sutherland (University of Oxford)
  • Helena Kelly (Mansfield College, Oxford)

Organising Committee:

  • Alexandra Lopes
  • Rita Bueno Maia
  • Maria Sequeira Mendes

Scientific Committee:

  • Teresa Casal (University of Lisbon)
  • João Ferreira Duarte (University of Lisbon)
  • Alexandra Lopes (Universidade Católica Portuguesa)
  • Rita Bueno Maia (Universidade Católica Portuguesa)
  • Adriana Martins (Universidade Católica Portuguesa)
  • Rogério Miguel Puga (New University of Lisbon)
  • Jorge Vaz de Carvalho (Universidade Católica Portuguesa)

The conference languages are English and Portuguese. Speakers should prepare for a 20-minute presentation followed by questions. Please send a 250-word abstract, as well as a brief biographical note (100 words) to austensuperstar@gmail.com by August 27, 2017.

Proposals should list the paper title, name, institutional affiliation, and contact details. Notification of abstract acceptance or rejection will take place by September 18, 2017.

Fees:

Early bird (by October 9):
Participants – 100€
Students (ID required) — 50€
After October 9 but no later than November 10:
Participants – 120€
Students (ID required) – 60€
The registration fee includes coffee breaks on the two days of the conference, as well as conference documentation.

Payment:

By bank transfer:
NIB 003300000017013412105
IBAN PT50 0033 0000 0017 0134 1210 5
SWIFT BCOMPTPL
By cheque made out to:
Universidade Católica Portuguesa
and sent to:
Centro de Estudos de Comunicação e Cultura
a/c Elisabete Carvalho
Universidade Católica Portuguesa
Faculdade de Ciências Humanas
Palma de Cima
1649-023 Lisboa Portugal

Please send the notification (in case of online-banking) or a copy of the bank transfer document to the aforementioned email.

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Fernando Ilharco publica artigo sobre Liderança e Medicina Interna

O investigador Fernando Ilharco acaba de publicar na Revista da Sociedade Portuguesa de Medicina Interna  (indexada na Scielo e no ÍndexRPM), um artigo sobre a temática da Liderança, área em que tem desenvolvido a sua investigação. Neste artigo, aplica as questões da Liderança à prática de Medicina Interna.

O que é liderar na medicina interna, na gestão hospitalar e nos cuidados aos pacientes? Neste artigo procuramos elaborar um quadro conceptual que ajude a responder a esta questão.

Fernando Ilharco,“A Liderança e a Medicina Interna: Breves Reflexões”

 

Luísa Santos sobre colecção António Cachola, na Revista Contemporânea

A investigadora Luísa Santos dedica o seu mais recente artigo na Revista Contemporânea (Jun/Jul17) ao 10º aniversário da Colecção António Cachola, traçando o histórico e destacando os aspectosque determinam a sua relevância no panorama nacional.

O MACE – Museu de Arte Contemporânea de Elvas, que é a casa da Colecção António Cachola, celebra este ano uma década de existência. Há dez anos, Portugal, como o mundo, conhecia o eclodir de uma crise financeira que viria a originar, num efeito dominó, diversas crises pequenas e locais que se multiplicariam nos conflitos de várias ordens que determinam o mundo que conhecemos hoje.

Iniciada nesta contingência, a apresentação da Colecção António Cachola no MACE desenvolveu-se num conjunto de escolhas que traduziram um acto de comprometimento individual que aponta para a etimologia da palavra colecção – do latim collectio, refere a noção de conjunto de coisas agrupadas mediante um sentido; do grego legein, diz respeito a reunir e a listar, ideias que implicam tanto de leitura quanto de compreensão. Na verdade, uma das escolhas que marcam a identidade desta colecção é o seu desejo de partilha através de uma instituição museológica (o MACE), numa conduta que acarreta uma responsabilidade pública, de interpretar e representar – e também de ler e compreender – um determinado espaço-tempo nas suas configurações sociais, culturais e económicas através da arte.

Luísa Santos, ” MACE – Colecção António Cachola. Dez anos, dez comissões – coleccionar é conhecer”

 

18 anos, 11 colóquios: celebrar os Estudos de Tradução

O colóquio “Translating Fear”, que reúne investigadores de várias nacionalidades nos dias 21 e 22 de Julho, na Universidade Católica Portuguesa, é o 11º encontro de uma iniciativa com 18 anos que contribuiu para o desenvolvimento dos Estudos de Tradução em Portugal.

Teresa Seruya, investigadora do CECC e Professora da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, keynote speaker desta edição, e desde a primeira hora uma das principais responsáveis pelo projecto, conta o percurso dos encontros de Estudos de Tradução:

Música de protesto no século XXI: Coffee Break com Sónia Pereira

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Sónia Pereira foi a investigadora convidada do último Coffee Break do CECC antes do Verão, no dia 14 de Junho de 2017. Doutoranda do programa em Estudos de Cultura da Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa e investigadora júnior do CECC, onde exerce funções de Assessoria Científica, Sónia Pereira licenciou-se em Ciências da Comunicação pela Universidade Nova de Lisboa. Com experiência em jornalismo musical, a investigadora fez o mestrado em Estudos de Cultura pela Faculdade de Ciências Humanas da Universidade Católica Portuguesa, com uma dissertação intitulada “Rock Music and Toxic Discourses: A case study of Toxicity, by System of a Down”. Prepara actualmente a tese de doutoramento sob o título “Discursos da guerra na música rock no século XXI”, na área de Estudos Culturais e música, em particular na sua interseção com os discursos políticos e ideológicos.

Ao Coffee Break, a investigadora trouxe o tema das canções de protesto no século XXI, começando por questionar: ainda há canções de protesto? A reflexão partiu da ideia de que a música é um discurso cultural, sempre em relação com o contexto político e social em que é produzida e recebida, e nessa medida pode ser uma via para a expressão do protesto, recusando que este esteja associado a um género musical ou a uma época em particular. Existe a ideia de senso comum que associa o rock ao protesto, um género que nasceu como anti-sistema, povoado por figuras de rebeldia e inadequação social, afirmando-se como linguagem da juventude, por natureza mais propensa à contestação. Mas esta é uma relação complexa e dialética, afirmou a investigadora, recusando visões essencialistas. Historicamente, explicou, a folk song nos anos 60 ficou associada ao movimento de defesa dos direitos civis, nos EUA, coexistindo a tendência musical e o contexto político particular que se estimularam mutuamente. Mas outros géneros assumiram dimensões de protesto, como foi o caso do punk rock inglês, nos anos 70, o reggae jamaicano na mesma época, ou, na década de 90 do século XX, o grunge, o heavy metal ou o hip-hop.

Sónia Pereira foi sempre pontuando a apresentação com dúvidas que coloca à sua investigação: as canções de protesto resultam? As intenções artísticas e os resultados sociais podem ser verificados? Contra que poderes se pode uma canção afirmar enquanto protesto?  Uma canção de protesto traduz-se em acções? Nesta complexa teia de perguntas, muitos factores condicionam as respostas: o processo de produção/circulação da música, a subtileza e simbologia das letras e dos ritmos, os processos mediáticos, a disponibilidade ou a indiferença da audiência ou as idiossincrasias dos processos de codificação e descodificação das mensagens artísticas.

A investigadora apontou vários exemplos de canções concebidas como protesto que não foram recebidas dessa forma e de revisitações de uma canção que na origem era de protesto e que deixa de o ser, referindo os equívocos gerados neste processo. A célebre canção “We shall overcome”, popularizada no género folk, e originária dos cantos negros do gospel, um hino da luta dos direitos civis, foi inserida na compilação “God Bless America”, editada um mês depois do atentado do 11 de Setembro. Incluir uma canção marcada por grandes e violentas cisões sociais, na América separatista da década de 50, num disco que pretendia, em 2001, engrandecer a ideia de nação unida perante um acontecimento traumático, é problemático, considerou a investigadora.

“As canções não vivem no vazio”, afirmou, em género de síntese. Integram, reflectem e são feitas dos contextos que as enquadram. Não criam os protestos, expressam-nos, interagem, articulam-se. E estão sujeitas a falha, descontextualização e releitura. Numa época transnacional, em que os públicos se reconfiguram e reorganizam sob lógicas e orgânicas ainda não totalmente claras, o que é hoje uma canção de protesto e como poderá funcionar? Questões que motivam a investigação de Sónia Pereira, apresentada no Coffee Break a investigadores de Estudos de Cultura, História, Filosofia e Literatura, entre outras áreas, e que encontraram no tema um amplo campo de debate e discussão interdisciplinar.

“Curating the University”: texto de Ana Cristina Cachola e Luísa Santos

Curating the University: Overlapping problems and solutions, assinado pelas investigadoras Ana Cristina Cachola e Luísa Santos, resulta da conferência apresentada no encontro The Museum Reader e pode agora ser lido na Wrong Wrong #9

 

Art and Knowledge, Art as Knowledge

Who was born first, the arts or the artist? According to the historical art narrative, the answer for this apparently tricky question is quite simple: art was born first. For centuries, there was no distinction between artistic creation and the work of artisans. In most cases, artistic production was the result of collective work and the idea of a single creator, while existing, was totally obliterated. The dependence of artists (or artisans for that matter) on clerical power largely explains why artists were not recognized until the Renaissance, a period in which artists and thinkers allowed themselves to compete with God in the creative realm. Prior to this period, the capacity to create had been an exclusively divine attribute.

Ana Cristina Cachola and Luísa Santos, Curating the University

Vida e obra de O’Neill: CECC assina protocolo com CM Constância

 

No dia 20 de junho de 2017, o CECC celebrou um protocolo com a Câmara Municipal de Constância que visa a promoção  do poeta Alexandre O’Neill, que ali viveu parte da sua vida, assinalando o lugar singular que tem na literatura portuguesa do século XX, promovendo o seu estudo por parte de novos investigadores e revitalizando o interesse pela sua obra junto do público em geral. A assinatura do protocolo, pela Presidente da Câmara Municipal de Constância,  Júlia Amorim, e pelo Director do CECC, Peter Hanenberg, teve lugar na Biblioteca Municipal Alexandre O’Neill, na sala da sua biblioteca pessoal.

Este protocolo assinala formalmente a colaboração que o Centro de Estudos de Comunicação e Cultura e a Câmara Municipal de Constância têm vindo a desenvolver  desde o Colóquio do O’Neill. 30 anos + 1 mês e da exposição biobibliográfica (Evocação dos 30 anos da morte do poeta), que esteve patente na Biblioteca Universitária João Paulo II, entre os meses de Setembro e Novembro do ano passado.

Neste momento, está a ser preparado um volume de ensaios inteiramente dedicado a Alexandre O’Neill, que resulta do colóquio já mencionado, promovido pelo CECC, e que conta com o apoio da Câmara Municipal de Constância. Prevê-se que, depois de publicado este volume, se dê início à dinamização de um conjunto de workshops e iniciativas afins, a ter lugar na Sala O’Neill, da Biblioteca Municipal de Constância, com vista a promover o debate crítico em torno da vida e obra deste autor.

Depois da assinatura do protocolo de cooperação, a equipa do CECC teve ainda a oportunidade de visitar uma outra instituição cultural do município, a Casa Memória de Camões, visita orientada pela Presidente da Câmara Municipal de Constância e pelo presidente da Associação Casa Memória de Camões.

O protocolo foi notícia em vários meios de comunicação regionais: