“Curating the University”: texto de Ana Cristina Cachola e Luísa Santos

Curating the University: Overlapping problems and solutions, assinado pelas investigadoras Ana Cristina Cachola e Luísa Santos, resulta da conferência apresentada no encontro The Museum Reader e pode agora ser lido na Wrong Wrong #9

 

Art and Knowledge, Art as Knowledge

Who was born first, the arts or the artist? According to the historical art narrative, the answer for this apparently tricky question is quite simple: art was born first. For centuries, there was no distinction between artistic creation and the work of artisans. In most cases, artistic production was the result of collective work and the idea of a single creator, while existing, was totally obliterated. The dependence of artists (or artisans for that matter) on clerical power largely explains why artists were not recognized until the Renaissance, a period in which artists and thinkers allowed themselves to compete with God in the creative realm. Prior to this period, the capacity to create had been an exclusively divine attribute.

Ana Cristina Cachola and Luísa Santos, Curating the University

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Vida e obra de O’Neill: CECC assina protocolo com CM Constância

 

No dia 20 de junho de 2017, o CECC celebrou um protocolo com a Câmara Municipal de Constância que visa a promoção  do poeta Alexandre O’Neill, que ali viveu parte da sua vida, assinalando o lugar singular que tem na literatura portuguesa do século XX, promovendo o seu estudo por parte de novos investigadores e revitalizando o interesse pela sua obra junto do público em geral. A assinatura do protocolo, pela Presidente da Câmara Municipal de Constância,  Júlia Amorim, e pelo Director do CECC, Peter Hanenberg, teve lugar na Biblioteca Municipal Alexandre O’Neill, na sala da sua biblioteca pessoal.

Este protocolo assinala formalmente a colaboração que o Centro de Estudos de Comunicação e Cultura e a Câmara Municipal de Constância têm vindo a desenvolver  desde o Colóquio do O’Neill. 30 anos + 1 mês e da exposição biobibliográfica (Evocação dos 30 anos da morte do poeta), que esteve patente na Biblioteca Universitária João Paulo II, entre os meses de Setembro e Novembro do ano passado.

Neste momento, está a ser preparado um volume de ensaios inteiramente dedicado a Alexandre O’Neill, que resulta do colóquio já mencionado, promovido pelo CECC, e que conta com o apoio da Câmara Municipal de Constância. Prevê-se que, depois de publicado este volume, se dê início à dinamização de um conjunto de workshops e iniciativas afins, a ter lugar na Sala O’Neill, da Biblioteca Municipal de Constância, com vista a promover o debate crítico em torno da vida e obra deste autor.

Depois da assinatura do protocolo de cooperação, a equipa do CECC teve ainda a oportunidade de visitar uma outra instituição cultural do município, a Casa Memória de Camões, visita orientada pela Presidente da Câmara Municipal de Constância e pelo presidente da Associação Casa Memória de Camões.

O protocolo foi notícia em vários meios de comunicação regionais:

 

 

 

 

 

Isabel Capeloa Gil: novo artigo sobre cinema em Portugal na II Guerra Mundial

“Celluloid Consensus: A Comparative Approach to Film in Portugal during World War I” é o capítulo assinado por Isabel Capeloa Gil, coordenadora da linha de investigação do CECC ‘Arte, Cultura e Cidadania’, integrado no volume recentemente publicado The Routledge Companion to Iberian Studies (eds Javier Muñoz-Basols,Laura Lonsdale, Manuel Delgado) descrito desta forma pela editora:

The Routledge Companion to Iberian Studies takes an important place in the scholarly landscape by bringing together a compelling collection of essays that reflect the evolving ways in which researchers think and write about the Iberian Peninsula.

Features include:

  • A comprehensive approach to the different languages and cultural traditions of the Iberian Peninsula;
  • Five chronological sections spanning the period from the Middle Ages to the 21st century;
  • A state-of-the-art account of the field, reaffirming Iberian Studies as a dynamic and evolving discipline with promising areas for future research;
  • An array of topics of an interdisciplinary nature (history and politics, language and literature, cultural studies and visual arts), focusing on the cultural distinctiveness of Iberian traditions;
  • New perspectives and avenues of inquiry that aim to promote a comparative mode within Iberian Studies and Hispanism.

The fifty authoritative, original essays will provide readers with a diverse cross-section of texts that will enrich their knowledge of Iberian Studies from an international perspective.

Gonçalo Pereira Rosa: entrevista sobre novo livro

Gonçalo Pereira Rosa lançou recentemente O Inspetor da PIDE Que Morreu Duas Vezes – e outras gaffes, triunfos e episódios memoráveis do século xx na imprensa portugues (Ed. Planeta), um conjunto de 26 histórias que relatam peripécias do jornalismo português do século passado. A propósito deste novo título, apresentado na Feira do Livro, o investiagdor do CECC deu uma entrevista ao Jornal I/Sol, onde comenta a obra, reflecte sobre a profissão de jornalista e alguns aspectos históricos que marcaram esta actividade em Portugal.

 

 

Steffen Dix, editor convidado de revista dedicada ao Modernismo Português

O mais recente número da revista Pessoa Plural é dedicada ao Modernismo Português. Contextos, Facetas e Legados da geração Orpheu.  Steffen Dix, investigador do CECC foi o editor convidado da publicação que se tornou pública por ocasião do aniversário de Fernando Pessoa, 12 de Junho e que conta com artigos de António Sousa Ribeiro, Irene Ramalho Santos e Andrew Thacker, entre outros.

Steffen Dix coordenou a edição com Patrícia Silva, em colaboração com os editores residentes, entre os quais Jerónimo Pizarro. Os dois investigadores de Pessoa juntam-se também em breve na Lisbon Summer School for the Study of Culture para um workshop com o título: “Fernando Pessoa: translating and editing the Fictions of the Interlude“. 

 

 

Crianças e tecnologias digitais: o que mudou no último ano?

É hoje tornado público o ebook que actualiza o estudo que envolveu vários países coordenado pela Comissão Europeia, e realizado em Portugal pelas investigadoras Patrícia Dias (CECC-UCP) e Rita Brito  (UIDEF- Uni. Lisboa).

Um ano depois,que alterações se observam? Crianças (0 aos 8 anos) e Tecnologias Digitais: que mudanças num ano?, disponível aqui,  responde a esta questão. Ao Jornal Expresso, que hoje assinala a divulgação do estudo, Patrícia Dias adiantou que “O mais interessante foi constatar que os pais passaram a ser menos proibitivos e a apoiar mais os filhos na utilização das tecnologias digitais”. Estas conclusões, entre outras, que pode consultar resumidamente no flyer,  resultam da repetição das entrevistas a oito das dez famílias incluídas no primeiro projecto.

 

 

Alexandra Balona é co-autora de projecto vencedor do programa Criatório

A investigadora Alexandra Balona, a realizar um doutoramento em Estudos de Cultura do Lisbon Consortium, é co-autora, com Sofia Lemos, do projecto mais bem classificado, entre 300, do Criatório, o programa de apoios à criação cultural lançado no final de 2016 e com o qual a Câmara do Porto se comprometeu a atribuir 15 mil euros a 16 projectos.

 

Alexandra Balona e Sofia Lemos sobre o projecto:

ESTADOS GERAIS: Pensamento e Contemporaneidade apresenta-se como uma programação pública de crítica do contemporâneo que visa promover o debate e a inscrição reflexiva nacional e internacional, centrado num eixo estruturante — a desconstrução do sujeito moderno e contemporâneo, num mundo global mais-do-que-humano — expandido em três linhagens temáticas que darão lugar a três simpósios.

A iniciar o ciclo em Outubro de 2017, o primeiro simpósio intitulado #MATÉRIA: Multiplicidade e Abertura terá lugar em Serralves – Museu de Arte contemporânea, e articular-se-á com a programação da instituição em artes performativas. O segundo e terceiro momentos, respectivamente, #AGENCIAMENTOS: Pensar e agir no Antropoceno e #COMUM: Ser Singular Plural terão lugar no Rivoli Teatro Municipal do Porto, em Fevereiro e Maio de 2018, e articular-se-ão com programação conjunta em artes performativas. 

Cada simpósio pretende ser um evento amplo e transdisciplinar organizado no decurso de dois dias, e visa convidar diversas audiências através de duas modalidades de compromisso: painéis conferencistas, seguido de um debate moderado por um convidado local ou international, articulados com eventos de artes performativas.

O primeiro momento #MATÉRIA: Multiplicidade e Abertura visa instigar um sujeito que se constitui em permanente devir e multiplicidade, nos limites porosos que vão além da sua espécie de animal “humano” para outras liminalidades da animalidade não humana, hibridez, queerness, modos múltiplos de raça e de género, formado não só em contacto com o que o circunda, mas sendo dele parte integrante. 

No segundo momento, #AGENCIAMENTOS: Pensar e agir no Antropoceno, procura-se investigar o debate contemporâneo em torno daquilo a que chamamos “Natureza” e desconstruir o posicionamento antropocêntrico perante a realidade material, animada ou inanimada, que vai além do humano. Visa-se potenciar agenciamentos alternativos no sentido de promover ecologias horizontais, numa articulação ético-política.

Finalmente, #COMUM: Ser Singular Plural propõe um debate sobre o humano como aquele que se constitui num permanente processo relacional e plural com o Outro, sendo esta alteridade múltipla e tentacular. Assim, opera-se numa plataforma alicerçada na desmaterialização da dicotomia do indivíduo e do Outro, promovendo reflexões ontológicas relacionais e modais.
Alexandra Balona é ainda crítica de dança no jornal Público, onde escreve regularmente. No seu mais recente artigo “A ética do negativo” (17 Maio 2017) debruça-se sobre a obra de Jonathan Saldanha.

Conferência sobre Jane Austen em Dezembro: chamada de artigos até 23 de Julho

Jane Austen Superstar.

Readership, Translation & Criticism in the 21st century

11-12 December 2017
Universidade Católica Portuguesa (Lisbon)

2017 marks two centuries since the death of Jane Austen in July 18, 1817. Two hundred years after her premature death, the English writer has never been more famous: from movies to tote bags, from mugs to rewritings of various sorts (sequels, guides to dating, adaptations to modern-day circumstances, biographies and fictional biographies, and, of course, translations), her work has invaded and pervaded contemporary imagination.

As Virginia Woolf famously put it, ‘[h]ere was a woman about the year 1800 writing without hate, without bitterness, without fear, without protest, without preaching’ (Woolf, 2008: 88). This apparently unassuming woman penned six powerful novels that have changed the world. Seen by some as an unwitting precursor to the women’s rights movements, read by others as a conservative author, Austen never ceases to baffle the contemporary reader, writer and critic alike: is she a ‘secret radical’, as Helena Kelly suggests (2006), or is she apolitical and / or a middle-of-the-road author? Is she an author who writes about trifles or does she, as Woolf surmised in 1925, stimulate ‘us to supply what is not there’? Woolf further adds that ‘[w]hat she offers is, apparently, a trifle, yet is composed of something that expands in the reader’s mind and endows with the most enduring form of life scenes which are outwardly trivial.’

The conference would like to celebrate Jane Austen’s life and work by discussing (a) how her books form part of the contemporary experience of love, gender, family, social and pecuniary relations and (b) how her writing style, her silences as well as her favourite topics, and her language have shaped modern-day literature, both in the UK and abroad.

In a nutshell, the conference aims to discuss both the author’s rootedness in the late 18th and early 19thcenturies, her authorial longevity and acumen, and her to some extent intriguing pop star fame in the last 20 years, proving indeed that ‘[h]er legacy is not a piece of reportage from the society of a particular past, but a wise and compelling exploration of human nature’ (Shields, 2001: 170).

Papers on the following topics are welcome:

Authorship and (in)visibility

Austen and feminism

Jane goes to Hollywood

Austen and TV adaptations

Austen as a popular icon (fashion, books, visual icon, and other memorabilia)

Austen’s critical fortune

Austen and (the absence) of history

Austen and / in the great tradition

Masculinities & the economics of power

Jane and mothers

Austen and the social value of gossip

Flattery in Jane Austen

Jane in translation / Translating Austen

Places in Austen

Austen and politics

‘Janeitism’: from fandom to commodification

Invited keynote speakers [to be confirmed]:

Kathryn Sutherland (University of Oxford)

Helena Kelly (Mansfield College, Oxford)

Álvaro Pina (University of Lisbon)

 

Organising Committee:

Alexandra Lopes

Rita Bueno Maia

Maria Sequeira Mendes

 

Scientific Committee:

Adriana Martins (Universidade Católica Portuguesa)

Alexandra Lopes (Universidade Católica Portuguesa)

João Ferreira Duarte (University of Lisbon)

Jorge Vaz de Carvalho (Universidade Católica Portuguesa)

Maria Sequeira Mendes (Escola Superior de Teatro e Cinema)

Rita Bueno Maia (Universidade Católica Portuguesa)

Rogério Miguel Puga (New University of Lisbon)

Teresa Casal (University of Lisbon)

The conference languages are English and Portuguese. Speakers should prepare for a 20-minute presentation followed by questions. Please send a 250-word abstract, as well as a brief biographical note (100 words) to austensuperstar@gmail.com by July 23, 2017.

Proposals should list the paper title, name, institutional affiliation, and contact details. Notification of abstract acceptance or rejection will take place by September 4, 2017.

 

Projecto 4 Cs apoiado pela Comissão Europeia

4Cs: From Conflict to Conviviality through Creativity and Culture apoiado pela Comissão Europeia – Creative Europe – Culture Sub-programme.

Europe: a site of hospitality and conviviality é um dos motes do 4Cs: From Conflict to Conviviality through Creativity and Culture, um projeto de cooperação Europeu que acaba de ver aprovado o cofinanciamento da Comissão Europeia em cerca de 1,8 milhões de Euros através da Europa Criativa, Sub-Programa Cultura.

Coordenado pela Universidade Católica Portuguesa, o 4Cs combina investigação e práticas de produção artística e cultural para refletir e atuar sobre formas emergentes de conflito. O projeto pretende contribuir para a responsabilização das instituições artísticas e culturais no seu papel de agentes sociais com o poder de promover a união de culturas diversas através de atividades como exposições; residências artísticas; film screenings; laboratórios de mediação; workshops; conferências; publicações; uma plataforma online e uma Summer School.

Na sua avaliação ao 4Cs, a Comissão Europeia realçou a qualidade da parceria, com uma equipa que combina teoria e prática, e a sua intenção de promover a cidadania Europeia.

O 4Cs decorrerá entre Julho de 2017 e Julho de 2021 e conta com oito parceiros institucionais, de ensino, investigação e produção artística de países como Portugal, Suécia, Alemanha, Reino Unido, Espanha, Lituânia, Dinamarca e França: a Faculdade de Ciências Humanas e The Lisbon Consortium da Universidade Católica Portuguesa; Tensta Konsthall; SAVVY Contemporary – Laboratory of Form-Ideas; Royal College of Art; Fundació Antoni Tápies; Vilnius Academy of Fine Arts; Museet for Samtidskunst; e ENSAD. Conta ainda com um conjunto de parceiros associados, como Culture+Conflict; MIMA; Klaipėda University; Fundação Calouste Gulbenkian; Rua das Gaivotas 6; Plataforma de Apoio aos Refugiados; PEROU e Refugees at home.

Notícia dos resultados aqui

O projecto será apresentado numa sessão dia 23 de Maio, às 18h30, na Sala Exposições

Rita Figueiras fala sobre novo livro em torno de media, política e redes sociais

A investigadora Rita Figueiras lançou, recentemente, dia 4 de Abril de 2017, o livro A Mediatização da Política na Era das Redes Sociais, apresentado por Mário Mesquita.  Foi sobre este livro que a autora conversou com o CECC.

 

Rita Figueiras é doutorada em Ciências da Comunicação pela Universidade Católica Portuguesa (UCP), onde é docente no Mestrado de Ciências da Comunicação e na licenciatura de Comunicação Social e Cultural. A investigadora publicou ainda este ano um artigo «Estudos em mediatização: causalidades, centralidades,interdisciplinaridades» na revista Matrizes, da Universidade de São Paulo.  Foi também  a responsável, em Feveriro, pelo 6º Webinário da SOPCOM, sobre o tema tema “Democracia, Internet e Movimentos sociais: ligações entrecortadas”, já disponível no youtube.