Marta Teixeira Anacleto apresenta “Misérias e Esplendores da Tradução no Portugal do Estado Novo” de Teresa Seruya

“Inicio esta breve apresentação de Misérias e Esplendores da Tradução no Portugal do Estado Novo, da autoria da Professora Teresa Seruya, com uma espécie de nota autobiográfica que não será – espero – descabida relativamente à tarefa que fui convidada a realizar.

Em 2002, depois de ter defendido a minha tese de doutoramento em Literatura Comparada e Estudos de Tradução, na Universidade de Coimbra, tive o gosto de presidir a uma mesa redonda, na Universidade de Évora, onde a autora deste livro e a sua equipa de investigação do Centro de Literatura e Cultura Portuguesa e Brasileira da Universidade Católica Portuguesa, apresentavam o projeto “História Literária e Traduções. Representações do Outro na Cultura Portuguesa”. Até então, nunca havia percebido o verdadeiro sentido e as implicações fundamentais (e fundacionais) da inexistência da integração, no âmbito da História da Literatura Portuguesa, dos textos em tradução. Depois desse momento (que marcou, sem qualquer dúvida, o meu percurso científico e a orientação do meu pensamento crítico), surgiu o convite generoso para integrar o grupo e a consequente participação em inúmeras reuniões de trabalho, em workshops e colóquios periódicos, realizados em torno desses tópicos de investigação, reunindo, em mesas quase redondas, nomes portugueses e estrangeiros reconhecidos dos “Translation Studies” (e que reconheciam a validade teórica e epistemológica do projeto). Desse tempo e deste tempo ficaram e ficam os resultados de um trabalho em comum e, não menos importante na instituição universitária, os laços de Amizade.

O livro que hoje tenho o prazer de apresentar demonstra exatamente o “esplendor” desse projeto de investigação e mostra, de forma clara, como a sua evolução, fundamental para a História da Literatura Portuguesa e para a História dos Estudos de Tradução em Portugal, decorreu do efetivo papel de coordenação que Teresa Seruya sempre sobre protagonizar, de forma cientificamente sólida e humanamente singular.

Reescreve-se, significativamente, no título da obra, o título do célebre ensaio de Ortega u Gasset, publicado em 1937 – Miseria y esplendor de la traducción – para, utilizando-o no plural, reunir um conjunto de estudos que Teresa Seruya desenvolver sobre a «Tadução do Portugal do Estado Novo », no âmbito do projeto a que aludi e, depois, no contexto de um novo projeto sediado no atual Centro de Estudos de Comunicação e Cultura da Universidade Católica, em parceria com o Centro de Estudos Anglísticos da Universidade de Lisboa.

O facto de se glosar, escrevendo de novo e no plural, o título de Ortega y Gasset não é obviamente inocente: por um lado, trata-se de um volume que, como se afirma na “Apresentação”, congrega um conjunto lato de estudos que a autora realizou nos últimos 20 anos (três de entre eles contando com a coautoria de Maria Lin Moniz), sobre a história da tradução em Portugal, incidindo no período do Estado Novo e no efeito da Censura nas reescritas (aí se dá conta das misérias e esplendores de casos específicos atingidos, em maior ou menor grau, pelo silenciamento ideológico); por outro lado, não se trata apenas de um conjunto de textos reunidos em torno de um tema comum, mas de uma obra (também) sobre teoria e filosofia da tradução, demonstrando uma coerência teórico-crítica através da qual se deduzem as fragilidades e as mais-valias de um quadro geral que marca os Estudos de tradução em Portugal.

Dito de outro modo, a constatação, enunciada no espaço de “Apresentação”, de que apenas nas últimas duas décadas, se começou a dar especial relevância à tradução na cultura portuguesa, torna-se o argumento essencial para o desejo, manifestado pela autora, de participar na organização de uma história da tradução em Portugal, representando este livro, definitivamente, uma etapa histórica nesse processo e uma etapa relevante nessa e dessa história.

Dessa relevância histórica nos dá conta a própria organização coesa e estrategicamente operatória do volume, assente em dois grandes movimentos: um primeiro, de dimensão mais lata, intitulado «Para uma história da tradução em Portugal»; um segundo momento, mais canalizado para uma intervenção epocal, abordando o tópico “Tradução e Censura”, ao qual Teresa Seruya dedicou e dedica investigação sistemática. Especificando um pouco mais: a dinâmica subjacente à utilização da preposição “para”, na Parte Primeira do volume, é argumento suficiente para nela se incluírem reflexões teórico-metodológicas sobre a natureza da organização e escrita de uma história da tradução no caso português, avaliando-se o lugar epistemológico que nesse projeto ocupa a obra de Gonçalves Rodrigues (A Tradução em Portugal), propondo-se o abandono de uma história da tradução panorâmica e uma orientação tendencial para a escrita de uma História da Literatura Portuguesa que incluirá forçosamente o vasto património de traduções realizadas ao longo das épocas. Ilustra esta proposta, fundamentada em múltiplas tendências teóricas atuais dos Estudos de tradução (veja-se a extensa lista bibliográfica final), a análise de uma bibliografia crítica da tradução de literatura em Portugal durante o Estado Novo (título de um dos capítulos da obra), a reflexão sobre 3 as inevitáveis relações entre a prática da tradução e o poder, nesse período de ditadura, alguns apontamentos sobre as relações editoriais entre Portugal e Brasil, nos anos 40 e 50 do século XX. Os capítulos que encerram este primeiro momento (ou movimento) da obra dão conta, de forma teoricamente orientada, da relevância das coleções no Estado Novo e do modo como nelas são introduzidos ou não (a intradução), sob uma programação antológica ideologicamente fundamentada, os textos estrangeiros em tradução. Existe, assim, lugar para analisar diferentes estudos de caso: da coleção Livros RTP-Biblioteca Básica Verbo (um projeto pluridisciplinar que envolveu a equipa de investigação do Centro de Literatura e Cultura Portuguesa e Brasileira da Universidade Católica Portuguesa, coordenada pela Professora Teresa Seruya, a que, significativamente se associaram investigadores da área da História e Sociologia), a coleções de referência epocal com as das Edições Portugália ou, até, antologias de textos orientais.

Entende-se assim, que a passagem para a Parte segunda do volume – «Tradução e Censura» – pretenda evidenciar fenómenos de manipulação da escrita (ou reescrita) que remetem para a ontologia do próprio texto em tradução e para a sua articulação complexa com a ideologia (ou as ideologias). A autora, aliás, salienta, na apresentação desta Parte, a relevância de um trabalho continuado de pesquisa assente em documentos e relatórios emanados da Censura e retratando a Censura, cuja análise minuciosa (refletida em quadros numéricos pela primeira vez revelados, com percentagens de autores traduzidos, títulos, géneros) redunda em estudos de espetro diverso. Por isso mesmo, o módulo “Tradução e Censura” declina-se em três ordens de trabalhos: estudos de caráter mais sistemático sobre décadas (nomeadamente a década de 50), capazes de revelar uma tipologia de tradução sob a Censura; estudos mais temáticos, abordando (cito) “assuntos consabidamente “delicados” para o regime” (como a tradução e a relação Portugal/Espanha durante a Guerra civil espanhola; ou as Mulheres e a Guerra Civil de Espanha na censura); finalmente, estudos de caso envolvendo dois autores (Brecht e Simone de Beauvoir) cujo pensamento seria considerado “revolucionário” ou censurável durante o Estado Novo.

O final da obra leva, por isso mesmo, o leitor a reler o seu início – o seu avant-propos efetivo e simbólico – onde a autora, consciente da relação dialética que marca as duas partes do volume, e de uma síntese possível que fica forçosamente para além do/deste texto, anuncia um 2º volume de reflexão sobre tradução e migração, tradução cultural e estudos de caso de autores, cujas múltiplas traduções manifestam uma evidente interferência na própria evolução da literatura portuguesa e da história da literatura portuguesa.

Significa isto que a impossibilidade simbólica, tácita, de encerrar este volume não decorre apenas de uma história idiossincrática de investigação e de um percurso que se pretende reunir em livro; a impossibilidade de “fechar” este volume é determinada, também, pela própria natureza dos estudos sobre e de tradução, pela necessidade constante (intuída claramente pela autora) de reescrever o pensamento teórico, crítico e filosófico (de novo, Ortega y Gasset) sobre o texto em tradução, uma vez entendida a sua transversalidade epistemológica e a sua ligação a áreas de conhecimento outras, como a Sociologia, a Antropologia, a Linguística.

Nesse sentido, Misérias e Esplendores da Tradução no Portugal do Estado Novo não escamoteia um problema: mostra um problema (que tem sequência num continuum coerente de outros estudos, de outros problemas). Recooro, por isso, et pour cause, a Henri Meschonnic (como muitos sabem – e autora também –, um dos meus pensadores-fétiche, teórico da tradução e da linguagem, tradutor da Bíblia, poeta). Para Meschonnic (Poétique du traduire, Paris, Verdier, 1999) traduzir é ‘mostrar um problema. Porque mostrando-o, mostra-se a sua historicidade: o problema é a historicidade de uma relação entre discursos’.

Consequentemente (e continuo a seguir o autor, o tradutor, o poeta francês), o confronto entre o ato de traduzir com a literatura – e é disso que se trata nesta obra de Teresa Seruya – é o confronto permanente da língua com o discurso, das ideologias da língua e da literatura com o funcionamento histórico da literatura.

Assim, o disederatum antigo de escrever, em equipa, uma história da tradução em Portugal, a que alude a autora na “Apresentação” deste livro, o desejo de “abertura ao outro” que a move e que move a tradução, o intuito de que o “seu” livro «possa incentivar o interesse pela tradução em Portugal, bem como o empenho em investiga-la em maior amplitude e sistematicidade» (p. 11) fica lançado com o lançamento desta obra. Porque a história da tradução e das suas constantes transformações deve ser vista (ainda Meschonnic) como uma história do sujeito, um aspeto da história da historicidade (afinal um aspeto das suas misérias e esplendores).

Fica, por conseguinte, finalmente, no final, um agradecimento particular à Professora Teresa Seruya por esta dádiva. E por este desafio.”

Marta Teixeira Anacleto
Universidade de Coimbra
CLP (Centro de Estudos Portugueses)

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Call for Articles: Diffractions Graduate Journal for the Study of Culture

Call for Articles

(Dis-)covering ciphers: objects, voices, bodies.

Deadline for submissions: October 31, 2018

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To analyze the ways in which cultural objects acquire meaning can also be understood as looking at the technologies by which those objects have become enciphered. In this issue of Diffractions we aim to look at the concept of the cipher in its myriad ways of appearing, be they cultural, social, political, technological, linguistic or economic in nature.

To give an example of that last category, one merely needs to point towards Marx’s theory on the fetishization of commodities. There, the process through which the material existence of products of labor can become invisible behind their exchange value, is formulated as a process of hiding what is central to the object; its material existence and its use value. In other words, the Marxist theory of fetishization can be understood as the discovery of a cipher, the cipher of exchange value.

But the concept of the cipher travels easily, and can be situated in many locations. In Adriana Cavarero’s work on the voice, she considers the ways in which the bodily aspects that are associated with the vocal are often hidden behind its semiotic, linguistic, and signifying capacities. That is to say, speech functions as a cipher for the materiality of the vocal. The vocal needs to be deciphered.

But what is a cipher? And how to know if we are dealing with a cipher to begin with? The cipher raises questions. In technologico-linguistic terms, a cipher calls for a key. A password. A way to de-cipher what was first en-ciphered. Perhaps a text that appears as a cipher is a plain text after all. The cipher’s call is not always obvious. Ciphers can conceal their act of concealing; hide not only what they are hiding, but that they are hiding as well; steganography.

Ciphers cut. And, as Jacques Derrida writes, they produce an inside and an outside, insides and outsides.  In order to protect what is behind the cipher, the cipher has to function as a passageway, letting some through while excluding others. In order to be allowed to enter, something must already be known. The cipher marks the limits of something hidden. But some measure of knowledge is nevertheless presupposed. It marks the boundaries of a relationship. It conceals and shows at the same time. It covers and uncovers.

If, for someone like Marx, the material manifestation of any object precedes its encipherment, others might submit, instead, that the cipher operates as the occasion for materialization to first take place. Mediation comes first, and materializes the body, someone like Judith Butler would argue. Following such accounts of the performative nature of subjection, one may suggest that the very materiality of the body is a product of a process that relies on cultural, linguistic, affective, and discursive, ciphers. And if the cipher conditions processes of materialization and subjectivation, one can ask if there is anything that escapes its logic. Is there an excess of meaning that remains neither enciphered, nor decipherable? To trace that excess would be to situate the cipher more precisely. It would be an attempt to recognize ciphers where they are, and to isolate those places where they remain absent.

 

For the upcoming issue of Diffractions we would like to make the cipher speak. To allow it to be heard, perhaps against its will. To ask where the cipher begins, and what exceeds its limits. In doing so, we aim to connect the cipher to objects, to values, to voices, and to the body. Our goal is to investigate the ways in which these concepts can be made useful for the study of cultural objects. How objects of study might help us to make the cipher speak, and how the cipher might engage these objects in return.

~      ciphers and objects

~      ciphers and voices

~      ciphers and bodies

~      ciphers as commodity

~      the fetishization of ciphers

~      ciphers and technology

~      the materiality of the cipher

~      hidden ciphers

~      the social life of ciphers

~      beyond the cipher

~      performativity and the cipher

~      cipher + cyber

We look forward to receiving proposals of 5.000 to 9.000 words (excluding bibliography) and a short bio of about 150 words by October 31st, 2018 to be submitted at our website: https://diffractions.fch.lisboa.ucp.pt/Series2.

Diffractions also accepts book reviews related to the issue’s topic. If you wish to write a book review, please contact us through the e-mail address below.

We aim to be as accessible as possible in our communication. Should you have any questions, remarks, or suggestions, please do not hesitate to contact us through the following address: info.diffractions@gmail.com.

Call for Papers: IX Lisbon Summer School for the Study of Culture

IX Lisbon Summer School for the Study of Culture

Neurohumanities

Promises & Threats

Lisbon, July 1-6, 2019

 

CALL FOR PAPERS

Deadline for submissions: February 28, 2019

When the US government declared the 1990s “The decade of the brain”, it aimed at raising public awareness toward the use of neuroscience for the enhancement of life quality and as a way to better address the challenges of growing life expectancy. The initiative was further supported by substantial research funding, which not only impressed public opinion but appealed to many research fields. Finding a link to brain research and the processes of the human mind, many disciplines were repositioned and adopted the “neuro” prefix, promising new insights into age-old problems by reframing them from the angle of the brain-mind continuum.

Neuroscience seeks to explain how the brain works and which neurophysiological processes are involved in complex cognitive abilities like sensation and perception attention and reasoning, memory and thought.

One of the most striking and unique features of the human mind is its capacity to represent realities that transcend its immediate time and space, by engaging complex symbolic systems, most notably language, music, arts and mathematics. Such sophisticated means for representation are arguably the result of an environmental pressure and must be accounted for in a complex network of shared behaviors, mimetic actions and collaborative practices: in other words, through human culture. The cultural products that are enabled by these systems are also stored by means of representation in ever-new technological devices, which allow for the accumulation and sharing of knowledge beyond space and across time.

The artifacts and practices that arise from the symbolic use, exchange and accumulation are the core of the research and academic field known as the Humanities. The field has been increasingly interested in the latest developments deriving from neuroscience and the affordances they allow about the conditions and processes of the single brain, embedded in an environment, in permanent exchange with other brains in an ecology that is culturally coded.

This turn of the humanities to neuroscience is embraced by many and fiercely criticized by others. The promise of the Neurohumanities, the neuroscientifically informed study of cultural artifacts, discourses and practices, lies in unveiling the link between embodied processes and the sophistication of culture. And it has the somewhat hidden agenda of legitimizing the field, by giving it a science-close status of relevance and social acknowledgement it has long lacked. Here, though, lies also its weakness: should the Humanities become scientific? Can they afford to do so? Should they be reduced to experimental methodologies, collaborative research practices, sloppy concept travelling, transvestite interdisciplinarity? Is the promise of the Neurohumanities, seen by some as the ultimate overcoming of the science-humanities or the two cultures divide, in fact not only ontologically and methodologically impossible and more than that undesirable? And how will fields like Neuroaesthetics, Cognitive Literary Theory, Cognitive Linguistics, Affect Theory, Second-person Neuroscience, Cognitive Culture Studies or Critical Neuroscience relate to the emerging omnipresence and challenges of Artificial Intelligence?

The IX Summer School for the Study of Culture invites participants to submit paper and poster proposals that critically consider the developments of the Neurohumanities in the past decades and question its immediate and future challenges and opportunities. Paper proposals are encouraged in but not limited to the following topics:

  • 4E Cognition: embodied, embedded, enacted and extended
  • performance and the embodied mind
  • spectatorship and simulation
  • from individual to social cognition
  • mental imagery
  • empathy
  • memory, culture and cultural memory
  • cognition and translatability
  • mind-body problem
  • life enhancement
  • neuro-power
  • (neuro)humanities and social change
  • AI, cognition and culture

The Summer School will take place at several cultural institutions in Lisbon and will gather outstanding doctoral students and post-doctoral researchers from around the world. In the morning there will be lectures and master classes by invited keynote speakers. In the afternoon there will be paper presentations by doctoral students.

 

Paper proposals

Proposals should be sent to lxsummerschool@gmail.com no later than February 28, 2019 and include paper title, abstract in English (max. 200 words), name, e-mail address, institutional affiliation and a brief bio (max. 100 words) mentioning ongoing research.

Applicants will be informed of the result of their submissions by March 15, 2019.

 

Rules for presentation

The organizing committee shall place presenters in small groups according to the research focus of their papers. They are advised to stay in these groups for the duration of the Summer School, so a structured exchange of ideas may be developed to its full potential.

 

Full papers submission

Presenters are required to send in full papers by May 30, 2019.

The papers will then be circulated amongst the members of each research group and in the slot allotted to each participant (30’), only 10’ may be used for a brief summary of the research piece. The Summer School is a place of networked exchange of ideas and organizers wish to have as much time as possible for a structured discussion between participants. Ideally, in each slot, 10’ will be used for presentation, and 20’ for discussion.

 

Registration fees

Participants with paper – 290€ for the entire week (includes lectures, master classes, doctoral sessions, lunches and closing dinner)

Participants without paper – 60€ per session/day | 190€ for the entire week

 

Fee waivers

For The Lisbon Consortium students, there is no registration fee.

For students from Universities affiliated with the European Summer School in Cultural Studies and members of the Excellence Network in Cultural Studies the registration fee is 60€.

 

Organizing Committee

  • Isabel Capeloa Gil
  • Peter Hanenberg
  • Alexandra Lopes
  • Paulo de Campos Pinto
  • Diana Gonçalves
  • Clara Caldeira
  • Rita Bacelar

For further information, please contact us through lxconsortium@gmail.com

European Humanism in the Making – Summer Workshop

Os docentes e investigadores do CECC Peter Hanenberg e Alexandra Lopes participaram, durante a presente semana, no workshop de verão “European Humanism in the Making”. Este decorreu durante os dias 9 e 11 de julho em Gubbio, Itália com o objetivo de discutir questões culturais e políticas para a redefinição do conceito de “Europeaness”.

A iniciativa partiu da Assembleia Geral de FUCE (Federação Europeia de Universidades Católicas) em Maio de 2015, e conta com cinco universidades parceiras desde 2017. Peter Hanenberg coordena um dos 5 módulos.

 

Durante os dias 9 e 11, os investigadores apresentaram diferentes abordagens aos principais tópicos do programa:

I. European History and Consciousness

II. Literature, the Arts, Translation and European Identity

III. The European Approach to Science and Technology

IV. European Social Humanism

V. Governance, Democracy and Civic Engagement: Beyond Differences

 

Peter Hanenberg e Alexandra Lopes apresentaram reflexões sob os títulos “Re-reading the canon as funding texts of European Identity” e “’Seventy times seven’: negotiating identity and alterity in Europe through translation”.

Encontro Ciência 2018

Ciência 2018 é um encontro anual que procura reunir investigadores portugueses em torno de um debate focado nos maiores temas e desafios da atualidade.
A edição do Encontro com a Ciência e Tecnologia em Portugal 2018 terá início no dia 2 de julho no Centro de Congressos de Lisboa e conta com a presença de investigadores Portugueses e de África do Sul como país convidado.

Serão três dias intensivos focados na agenda 2030 proposta pela Organização das Nações Unidos, convidando investigadores de diferentes áreas e disciplinas a discutirem e repensarem a conceção do 9º Programa do Quadro Europeu para a Investigação e Inovação 2021-2028.

As sessões estão organizadas por diferentes temas, dos quais destacamos a intervenção dos investigadores do CECC Ana Cristina Cachola, Antonio Chenoll, Luísa Santos e Patrícia Dias, com os respetivos abstracts descriminados abaixo.

Destacamos ainda a presença dos alunos de Doutoramento Ana Paula Mauro e Naide Feijó Múller Cajado Caldeira, as quais marcarão presença na conferência com a apresentação dos seus respetivos Posters: Narrativas Não-ficcionais Imersivas no Ciberespaço e Representação do ativismo (por direitos humanos e não humanos) na informação televisiva em Portugal.

Programa completo Ciência 2018
Registo de acesso às conferências

Sessão no tema 1 – Iniciativa Nacional Competências Digitais
Tecnologias Digitais, Crianças e Parentalidade: Desafios da educação informal
Patrícia Dias, Centro de Estudos de Comunicação e Cultura

Na sociedade em que vivemos, as crianças estão a nascer em lares mediatizados, nos quais são expostas às tecnologias digitais desde tenra idade, e começam a utilizá-las cada vez mais cedo. No caso das crianças mais pequenas, os pais desempenham um papel fundamental na mediação do acesso aos dispositivos e aos conteúdos, e das práticas digitais. Contudo, os pais são confrontados com informações e opiniões contraditórias, quer nos discursos mediáticos quer nas suas redes de relações, e têm muitas dúvidas sobre a melhor forma de mediar a utilização das tecnologias digitais, tendo em vista o desenvolvimento e o bem-estar dos filhos.
O projeto hAPPy kids tem como objetivo identificar critérios válidos para a avaliação e seleção de conteúdos digitais para crianças, sobretudo para dispositivos móveis. Tendo como principal fundamentação teórica o conceito de conteúdos digitais positivos para crianças de Sónia Livingstone (2008), este projeto explora as percepções e práticas de pais e crianças, bem como consulta diversos stakeholders do mercado, especialistas influenciadores nos media, e ainda policy-makers. Contando com uma vasta e diversa base empírica – inquéritos a 1968 pais de crianças com menos de 8 anos, visitas e entrevistas a 81 famílias e entrevistas a 16 stakeholders – este projeto visa discutir o papel das tecnologias digitais e da mediação parental na educação informal.

Sessão no tema 4 – Educação de Qualidade
Projeto AFORO. Apoio para a Formação Regular Online | AFoRO
Antonio Chenoll, Centro de Estudos de Comunicação e Cultura

Inserido no Objetivo 4: Qualidade no ensino superior, dentro dos 17 Objetivos de desenvolvimento sustentável a proposta de projeto AFoRO tenta aproximar os conteúdos que a Faculdade de Ciências Humanas da UCP ministra de maneira geral e presencial para um curso online, aberto e gratuito dirigido a camadas da população sensíveis ou em risco de exclusão como adolescentes com poucos recursos, mulheres vítimas de violência de gênero, imigrantes/refugiados, entre outros.
Desta maneira, combinamos o objetivo de oferecer a qualidade do ensino universitário (Objetivo 4 e principal neste projeto) com outros objetivos como Reduzir a Desigualdade (Objetivo 10) e a Igualdade de Gênero (Objetivo 5).
O desenho do projeto terá a colaboração de diferentes membros da comunidade acadêmica da Universidade Católica Portuguesa em Lisboa e Viseu, especialistas na proposta dos conteúdos do curso assim como a parceria de ONGs credíveis que acreditem a situação real dos candidatos.
Além dos cursos, o projeto visa certificar as competências adquiridas em provas presenciais ou online síncronas, com o intuito de serem reconhecidas pelo mercado de trabalho acrescentando assim a competitividade dos participantes. Esta certificação será completamente optativa, terá mínimos de participação para garantir a qualidade da certificação e deverá ser paga como compensação por despesas; mas nunca como receita da universidade.
Todos os cursos terão uma componente fundamentalmente prática, multimédia e interativa tendo sempre em consideração o desenvolvimento das softskills fundamentais para a inserção laboral do público alvo.

Sessão no tema 5 – Igualdade de Género
Activismo académico: a importância das zonas cinzentas da falsidade, do racismo e do sexismo (ou um plano contra a trumpificação dos discursos)
Ana Cristina Cachola, Luísa Santos, Centro de Estudos de Comunicação e Cultura
O activismo académico toma diferentes formas e pode ser praticado de diferentes modos. Segundo Flood, Martin e Dreher “os académicos podem conduzir activismo enquanto trabalho académico, validando (formas particulares de) activismo em nome do seu valor intelectual” (2013:18). A falsidade no discurso ou a falsidade enquanto discurso têm sido discutidos por muitos autores. Como Michel Foucault afirma, “não podemos imaginar que o mundo nos mostra uma realidade legível que temos apenas que decifrar. O mundo não é um cúmplice do nosso conhecimento; não há proveniência pré-discursiva que coloque o mundo a nosso favor” (1981: 67). É precisamente neste contexto que esta apresentação pretende discutir porque é que as zonas cinzentas da falsidade, do racismo e do sexismo têm a mesma importância que as situações explícitas de falsidade política.

Caterina Cucinotta publica tese sobre cinema e vestuário

A investigadora Caterina Cucinotta vê agora publicado em livro a sua tese de doutoramento sob o título Viagem ao Cinema através do seu Vestuário. 

A apresentação da obra terá lugar em duas ocasiões: dia 9 de Maio na Universidade da Beira Interior, na Covilhã, durante as Jornadas do Cinema em Português; e no AIM em Aveiro no dia 17 de Maio.

 

Luísa Santos escreve sobre Rui Toscano na revista Contemporânea

A docente do Lisbon Consortium e investigadora do CECC escreveu na Revista Contemporânea sobre a mais recente exposição de Rui Toscano na Galeria Cristina Guerra, ainda a decorrer.

O fascínio pela imensidão do cosmos e pela ambição humana de explorá-lo e entendê-lo é central ao corpo de trabalho que desenha Eu Sou o Cosmos. Etimologicamente, a  palavra cosmos deriva do termo grego κόσμος (kosmos), cujo sentido literal é o que está “bem ordenado” ou “ornamentado” e “mundo”. Este entendimento do cosmos mostra-se particularmente claro nas pinturas Dois Biliões de Estrelas (2018) e Um Bilião de Estrelas (2018). Dominadas, respectivamente, por um fundo branco e por um fundo preto, habitados por pontos e círculos de diferentes dimensões, brancos, azuis e cinzentos, parecem recusar a natureza em favor da abstração. Numa união da bidimensionalidade com a profundidade, estas pinturas transmitem habilmente a definição de sublime Kantiano: um objecto “cuja representação determina o ânimo a imaginar a inacessibilidade da natureza como apresentação de ideias.” [1] A experiência interna de olhar para estas pinturas envolve uma sensação inquietante perante algo sem forma e infinito que nos escapa. Por outras palavras, as pinturas colocam-nos diante da imensidão do universo e da percepção da nossa pequenez expondo a nossa faculdade da razão.

Luísa Santos

Excerto de “Rui Toscano. Eu Sou o Cosmos”, Ed. 04 / 2018. Pode ler-se o texto completo aqui

 

Livro dos Anais do XV Congresso Ibercom agora online

O e-book dos Anais do XV Congresso Ibercom 2017 está já disponivel online. O encontro anual realizou-se este ano na Universidade Católica Portuguesa, entre 16 e 18 de Novembro, e na organizaçao estiveram os docentes e investigadores Nelson Ribeiro e Catarina Duff Burnay.

O livro, com mais de 6 mil páginas, está disponível para download gratuito aqui 

Translation, Power and Politics: Call for papers

3rd Symposium on Literary Translation and Contemporary Iberia:

Translation, Power and Politics

Research Centre for Communication and Culture, Universidade Católica Portuguesa

Lisbon, 22-23 November 2018

 

The 3rd Symposium on Literary Translation and Contemporary Iberia aims at bringing together scholars and researchers in the field of Translation Studies (and related areas) working with the Iberian languages. Following the two previous events organized at University College Cork (2016) and Dublin City University (2017), the third edition of the Symposium will reflect upon the relationship between different dynamics of power and movements/gestures of translation in the Iberian Peninsula throughout the 20th and 21st centuries. As a starting point for the debate, we propose the topic “Translation, politics and power”.

Firstly, and following on Spivak’s seminal text “Politics of Translation” (1998), we will question the role of the translator as perpetuator/ informer/opponent of relations of domination and, amongst these, of both the colonialist and the democratizing potential of linguae francae. If we accept, with Spivak, that translation is an intimate act with the source text, can the (good) translator do something other than surrender to the rhetoric of the original? And what source and target languages are there (effectively) in the Iberian publishing market? To what extent do translation policies build and sustain notions of majority (s) and minority (s)?

On the other hand, we will claim that the history of the 20th and 21st centuries in Portugal and Spain can also be read through the (history of) publishing in both countries, namely of translated literature. In fact, creating catalogues of translated literature on both sides of the border might reveal multiple and undisclosed forms of interaction between translation and contemporary powers (political, economic, ideological or others). As such, possible questions to debate would be: How is the current political situation in the two Iberian countries reflected in translation? What is the role of translation in the major public debates that have taken place in Portugal and Spain around topics such as memory, the financial crisis, Catalonia, Europe or war? Lastly, and considering that no translation agent is ever neutral, we also invite submissions of historically grounded studies that look at translators from/in the Iberian Peninsula as active agents taking part in the dialogue between political structures and translation.

 

Papers on the following topics are welcome:

Apolitical rewritings by political authors (and vice versa)

Languages, politics and power(s)

Different directions in translation

Translators and politics

Peripheries and centrality in literary translation

Power and empowerment

Power, control and resistance

(Official) politics of translation

Translation and war

Translation and ideology

Translation and power in the digital age

Translation, gender and power

Translating in dictatorship, translating in democracy

Translating political ideas

Translation and the Church.

 

Keynote speakers (to be confirmed)

Isabel Soler, Universidade de Barcelona

TBA
Speakers should prepare for a 20-minute presentation followed by questions. Please send a brief biographical note (100 words) and a 250-word abstract to Inês Espada Vieira  iev@fch.lisboa.ucp.pt and Rita Bueno Maia rbuenomaia@fch.lisboa.ucp.pt

Proposals should list paper title, name, institutional affiliation and contact details.

 

Deadline for submission of proposals: 27 June 2018

Notification of abstract acceptance or rejection: 27 July 2018

The conference languages are Portuguese, Spanish and English.

Fees:

Participants – 35€

The registration fee includes coffee breaks and lunches on the two days of the Symposium, as well as conference documentation.

 

Payment

By bank transfer:

NIB: 003300000017013412105

IBAN: PT50 0033 0000 0017 0134 1210 5

SWIFT: BCOMPTPL

 

By cheque made out to:

Universidade Católica Portuguesa

and sent to:

Centro de Estudos de Comunicação e Cultura

a/c Elisabete Carvalho

Universidade Católica Portuguesa

Faculdade de Ciências Humanas

Palma de Cima

1649-023 Lisboa Portugal

Call for papers: “1818-2018 – the silent revolution: of fears, folly & the female”

1818-2018 – the silent revolution: of fears, folly & the female

Universidade Católica Portuguesa, Lisbon

5 November 2018

I have gone out, a possessed witch,

haunting the black air, braver at night;

dreaming evil, I have done my hitch

over the plain houses, light by light:

lonely thing, twelve-fingered, out of mind.

A woman like that is not a woman, quite.

I have been her kind.

Anne Sextox

 

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Image: Julia Margaret Cameron|Digital image courtesy of the Getty’s Open Content Program

In 2018 we celebrate events which took place two hundred years ago: the publication of Mary Shelley’s Frankenstein and the birth of Emily Brontë. While the two events are markedly different, as the former is a tangible work of art and the latter more of a promise of what was to come, both have contributed to challenge and change the conceptions and perceptions of the time, thus performing a silent, subtle revolution in the world of letters.

Shelley and Brontë are mostly famous for one novel each, but these novels have helped shape Western imagination and literature, as they arguably ‘disclose uncommon powers of poetic imagination’, as Walter Scott said a propos Shelley’s oeuvre [Blackwood’s Edinburgh Magazine 2 (March 1818)].

By focusing on characters who do not belong anywhere – ‘I am an unfortunate and deserted creature; I look around, and I have no relation or friend upon earth’ (Shelley, 2004: 160) and ‘Not a soul knew to whom it [Heathcliff] belonged’ (Brontë, 1965: 78) –, both novels seem to question the hegemonic discourse of the time. As such, their global appeal may precisely reside in their radical difference and ‘unbelonging’ (Rushdie, 2013), which, paradoxically, make them potential sites for multiple identifications – the female, the savage, the foreigner.

This conference brings the two female authors together, for their œuvres, as different as they are, may shed light on a topic that resonates nowadays – how gender impacts on authorship, imagination, and a sense of humanity. If, as Woolf claims, ‘women have served all these centuries as looking-glasses possessing the magic and delicious power of reflecting the figure of man as twice its natural size’ (Woolf, 2000: 45), is it entirely possible that women authors have resorted to the misshapen, dark, monstrous Other as alter egos of their own perception of themselves and their place in society?

The conference wishes to be a locus of celebration and discussion, both by placing the authors in the context of their time (coeval artists and ideas), and by displacing them and investigating their impact on literature and other media (music, cinema, videogames, etc.). By rereading the works critically in the context of a 200-hundred-year time lapse, the conference aims to look at the texts as clues ‘to how we live, how we have been living, how we have been led to imagine ourselves, how our language has trapped as well as liberated us, how the very act of naming has been till now a male prerogative, and how we can begin to see and name – and therefore live – afresh’ (Rich, 1979: 35).

Brontë, Emily (1965), Wuthering Heights, Harmondsworth: Penguin Books.

Rich, Adrienne (1979), ‘When We Dead Awaken: Writing as Re-Vision’, On Lies. Secrets, and Silence. Selected Prose 1966-1978, New York and London: W.W. Norton & Company, pp. 33-49.

Rushdie, Salman (2013), Joseph Anton, London: Vintage.

Shelley, Mary (2004), Frankenstein or The Modern Prometheus, London: Collector’s Library.

Woolf, Virginia (2000), A Room of One’s Own and Three Guineas, Oxford and New York: OUP.

Papers on the following topics are welcome:

  • Male privilege in literature: revising concepts of authority and authorship
  • Female gaze and the imagination
  • 19th-century language, gender and cultural filters
  • Concepts of human being, humanity, humanness and ‘technogenesis’
  • Displacement and replacement as male anxieties
  • 1st-person narration: giving voice and / or visibility to ghosts, monsters and waifs
  • The impact of Shelly and Brontë in English-speaking and world literature
  • Pseudonymity and power
  • The monster within: representations of (female) fear and folly in literature
  • ‘Savagery’ at the heart of Europe and the ideal of la mission civilisatrice
  • Siting contestation: literature on progress and knowledge
  • Is Gothic literature female?
  • Translating ‘strangeness’ into different languages and / or media
  • The afterlife of Frankenstein and Wuthering Heights in art and pop culture
  • Fandom and the Gothic experience

 

Keynote speakers:

Luísa Leal Faria (Universidade Católica Portuguesa)

Marie Mulvey-Roberts (University of the West of England – Bristol)

The conference languages are English and Portuguese. Speakers should prepare for a 20-minute presentation followed by questions. Please send a 250-word abstract, as well as a brief biographical note (100 words) to silent.revolution1818@gmail.com  by June 30.

Proposals should list the paper title, name, institutional affiliation, and contact details. Notification of abstract acceptance or rejection will take place by July 30.

Organising Committee:

Rita Faria

Carla Ganito

Alexandra Lopes

Scientific Committee:

Daniela Agostinho (Københavns Universitet)

Jorge Bastos da Silva (Universidade do Porto)

Rita Faria (Universidade Católica Portuguesa)

Cátia Ferreira (Universidade Católica Portuguesa)

João Ferreira Duarte (Universidade de Lisboa)

Luana Freitas (Universidade do Ceára)

Joyce Goggin (Universiteit van Amsterdam)

Angela Locatelli (Università degli Studi di Bergamo)

Rogério Miguel Puga (Universidade Nova de Lisboa)

Maria Sequeira Mendes (Universidade de Lisboa)

Fees:

Early bird (by September 15):

Participants – 100€

Students (ID required) — 50€

After September 15 and no later than October 15:

Participants – 120€

Students (ID required) – 70€

The registration fee includes coffee breaks, lunch, as well as all conference documentation.

Payment:

By bank transfer:

NIB 003300000017013412105

IBAN PT50 0033 0000 0017 0134 1210 5 SWIFT BCOMPTPL

By check made out to:

Universidade Católica Portuguesa

and sent to:

Centro de Estudos de Comunicação e Cultura

a/c Elisabete Carvalho

Universidade Católica Portuguesa

Faculdade de Ciências Humanas

Palma de Cima

1649-023 Lisboa Portugal

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