CECC celebra protocolo com BNP no âmbito do projecto ‘Lugares de O’Neill’

 

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Celebrou-se no dia 9 de Novembro um protocolo entre o CECC e a Biblioteca Nacional de Portugal (BPN) relativo ao projecto Lugares de O’Neill.

O projecto Lugares de O’Neill é uma iniciativa do CECC que conta na sua equipa com 5 investigadores e  um técnico da Biblioteca da Câmara Municipal de Constância. Beneficiando de um apoio da Fundação Calouste Gulbenkian, obtida no concurso”Projetos de investigação nos domínios da Língua e Cultura Portuguesas” deste ano, Lugares de O’Neill tem início a 4 de Dezembro e tem uma duração de 12 meses. São objectivos principais:

i) concluir o processo de tratamento técnico-documental do acervo bibliográfico que constitui a biblioteca pessoal de Alexandre O’Neill (que ocupa uma sala da Biblioteca Municipal de Constância);

ii) criar um site dedicado à vida e obra de O’Neill. Neste site, para além de se disponibilizar um catálogo online com o fundo bibliográfico da biblioteca particular de Alexandre O’Neill, que assim ficará acessível a todos os investigadores e público em geral, pretende-se também divulgar aspetos da sua vida e obra;

iii) Em colaboração com a Câmara Municipal de Constância, valorizar a relação de O’Neill com o lugar de Constância. Para tal, está prevista a realização de um conjunto de atividades em torno da vida e obra de O’Neill, de que se destacam workshops para público escolar, leituras de poesia e debates para público em geral e iniciativas de foro académico.

O protocolo hoje celebrado com a BNP, assinado pelo Director do CECC, Peter Hanenberg, e pela Directora-Geral da BPN Maria Inês Cordeiro, estabelece a parceria entre as duas instituições, a nível de estudo e difusão de colecções patrimoniais da BPN relacionadas com Alexandre O’Neill,  utilização de espaços para eventos públicos relacionados com o projecto e construção e divulgação do site.

 

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Peter Hanenberg assina artigo conjunto sobre o impacto de Lutero na actualidade

 

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Imagem: Pintura de Ferdinand Pauwels, 1872, representando Lutero a afixar as suas teses

 

Assinala-se hoje, 31 de Outubro de 2017, 500 anos da Reforma Luterana.  A propósito da figura de Lutero e da efémride, o director do CECC, Peter Hanenberg assina um artigo em conjunto com Nora Steen e Constantin Ostermann  von Roth no Diário de Notícias, com o título: “Será Lutero o responsável pela austeridade?”

Este é, provavelmente, o efeito mais duradouro e mais persistente que Lutero trouxe para a Alemanha e para a Europa: a valorização do indivíduo, dos seus deveres permanentes e da necessidade de austeramente cumprir estes deveres. Toda a vida tem de ser penitência, dizia Lutero já na primeira das suas 95 teses. Sem luxos nem desvios. E daí que os luteranos tenham (e os chamados protestantes em geral) desenvolvido uma austeridade comportamental e uma ética muito particular, que trazem consigo um novo conceito de trabalho e de profissão e uma racionalização “economicamente relevante” (como disse o teólogo Friedrich Wilhelm Graf), que o sociólogo Max Weber descreveu sob o título A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo.

Nora Steen, Constantin Ostermann von Roth, Peter Hanenberg

Peter Hanenberg em entrevista ao Diário de Notícias

Por ocasião dos 500 anos de Luteranismo, o Diário de Notícias reuniu três figuras para falar de Lutero. O director do CECC, Peter Hanenberg, deu o seu testemunho como alemão católico e como docente e investigador de Estudos de Cultura, numa conversa que juntou ainda a pastora luterana Nora Steen e Constantin Ostermann von Roth, protestante não luterano, dirigente da Associação São Bartolomeu dos Alemães.

Lutero é uma das figuras centrais da cultura da Alemanha. Por duas razões opostas: primeiro, porque a religião que surgiu com ele foi motivo da divisão entre os alemães em muitos momentos, e essa divisão trouxe, ao longo da história, sofrimento, guerras e conflitos e, neste sentido, pode dizer-se que era um separador dos alemães. Mas ao mesmo tempo é um unificador dos alemães, por exemplo, pela tradução da Bíblia que efetuou, que forneceu as bases para o desenvolvimento da língua alemã.

Peter Haneberg, ao DN, 15 Outubro 2017

A entrevista completa pode ser lida aqui

Peter Hanenberg e os 50 anos da peça “Fantoche Lusitano”, de Peter Weiss

No próximo dia 26 de Janeiro, às 20h, Peter Hanenberg é um dos convidados de uma conversa no Teatro Taborda que celebra os 50 anos da estreia de Fantoche Lusitano de Peter Weiss, autor que foi tema da tese de doutoramento do director do CECC.  Uma nova encenação da peça alemã que aborda o fascismo e o colonialismo português está a ser desenvolvida por Carlos Pessoa, com dramaturgia de Cláudia Madeira, a estrear em Março, pelo Teatro da Garagem, no âmbito da efeméride.

«’Der Lusitanische Popanz’. O colonialismo português num drama alemão» é um texto publicado em 2002, em Os Descobrimentos Portugueses nas Rotas da Memória. (org. Marília dos Santos Lopes), parte do trabalho de Peter Hanenberg sobre este autor, que pode ser consultado no repositório da Universidade Católica.

Em Janeiro de 1967 subiu ao palco do Scala-Teatern, em Estocolmo, uma peça cuja temática era o colonialismo português. Autor desta peça polémica era o escritor de língua alemã Peter Weiss que, desde o seu exílio nos tempos do nacional-socialismo, viveu na Suécia.O Gesang vom Lusitanischen Popanz faz parte de um grupo de obras da autoria de Peter Weiss, em que o autor expressa a sua solidariedade para com os movimentos de independência no chamado Terceiro Mundo. Não o interessava somente o caso das colónias portuguesas em África. Na verdade, acompanhou com o mesmo empenho os movimentos revolucionários na América Latina e na Ásia. Sobre a luta do povo vietnamês contra o invasor ocidental, escreveu a peça Viet Nam Diskurs após a conclusão do Lusitanischen Popanz. O interesse do escritor Weiss por questões políticas do presente surgiu relativamente tarde, aliás, como só muito tardiamente (já com mais de quarenta anos) apareceu no mundo literário alemão. Com o romance escrito nos inícios dos anos cinquenta, Der Schatten des Körpers des Kutschers,Weiss encontrou pela primeira vez atenção e reconhecimento no país donde fora expatriado pelos nazis, por ser filho de pai judeu. Com os textos de prosa autobiográfica Abschied von den Eltern Fluchtpunkt, Weiss procurou as marcas deixadas na sua infância pelo exílio. Assim, viu-se confrontado com uma constelação, cuja regularidade transmitiu no drama, Marat/Sade (escrito entre 1962-1965): de um lado a discrepância entre a responsabilidade política e a firmeza revolucionária (personalizada em Marat) e do outro a permanência de experiências particulares e individuais (personalizada em Sade). Só durante a sua ocupação com estas duas posições (e a sua encenação dramática em diferentes palcos da Alemanha Ocidental e Oriental) é que Weiss encontrou uma resposta para a pergunta, como é que ele mesmo poderia determinar a sua postura neste mundo política e ideologicamente dividido: “Die Richtlinien des Sozialismus enthalten für mich die gültige Wahrheit” (As directivas do socialismo contêm, para mim, a verdade válida), formula Weiss. Na peça de teatro seguinte, Die Ermittlung (1965), Weiss experimenta corresponder a esta sua atitude. O seu “Oratorium”, sobre os processos contra os responsáveis de Auschwitz em Frankfurt, procura neste sentido não só trazer ao palco experiências históricas concretas, como também as preocupações acerca das suas estruturas discursivas permanentes. Se Weiss já tinha intentado realçar nos seus textos ficcional e literariamente as fontes históricas (quer as memórias pessoais, quer as datas e factos relacionados com Marat e Sade), agora era o próprio material que estava no centro do interesse estético. Com a Ermittlung Weiss traz para o palco um procedimento de documentário, que concilia não só as perspectivas políticas como também as novas concepções literárias.
Peter Hanenberg
O texto completo aqui

Field Work do CECC: síntese 1

No passado dia 3 de Novembro decorreu a sexta edição do Fieldwork, uma reunião anual dos investigadores do CECC para apresentação de trabalho realizado dentro das três linhas de investigação. O evento contou com apresentações dos investigadores Luísa Santos, Jorge Vaz de Carvalho, Gonçalo Pereira Rosa, Peter Hanenberg, Ana Jorge e Joana Meirim, com comentários dos Professores Miguel Tamen e Michael Hanke.Nos próximos dias, iremos publicar, em três partes, uma síntese do encontro.

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A investigadora Luísa Santos começou por apresentar o projeto 4Cs | From Conflict to Conviviality through Creativity and Culture, que está a ser desenvolvido em 8 países e pretende perceber como instituições artísticas e culturas podem ter um papel interventivo em situações de conflito e pós-conflito e como podem a cultura e a criatividade produzir um discurso crítico em situações como, por exemplo, o problema dos refugiados.
A ambição mais geral do projeto é a de chegar a uma Europa melhor, analisando o conflito em três esferas: política, relações sociais e relações humanas.

O projeto de âmbito internacional e que se candidata a fundos europeus inclui parcerias com diversas instituições nacionais e estrangeiras, incluindo Tensta Konsthall, SAVVY Contemporary, Royal College of Art, Fundació Antoni Tàpies, Museet for Samtidskunst, ENSAD e Vilnius Academy of Art. Os parceiros locais incluem Culture + Conflict, MIMA, Klaipèda University, Gulbenkian Foundation, Rua das Gaivotas 6 e Plataforma de Apoio aos Refugiados.”
As prioridades do projeto incluem “Training and Education” e “Audience Development”, sendo o objetivo principal a criação de diálogo entre culturas, para o qual contribuirão a existência de uma summer school, um filme com curadoria externa, cinco conferências, cinco workshops, laboratórios de mediação (de que é exemplo o projeto Silent University), 14 residências artísticas e uma plataforma online.
Durante a discussão, conduzida pelo Professor Miguel Tamen, foram levantadas questões relativamente a Audience Development e instrumentalização de agentes culturais, e sobre o papel da tradução na produção de conhecimento num projeto de âmbito internacional.
Na apresentação “Plasticity and resilience in brain and culture. A cross-disciplinary approach to memory studies” o investigador e director do CECC Peter Hanenberg falou da interseção entre neurociências e estudos de cultura no que diz respeito a estudos de memória, tendo sido convidado por Susan Nalbantian para co-editar um volume sobre o tema.
O argumento principal é o de que o cérebro e a cultura coexistem e tentam corresponder. Quando tal não acontece, existem apenas duas possibilidades – mudar a realidade externa, ou seja, o mundo, ou mudar a mente. Assim sendo, a cultura poderá ter grandes impactos no desenvolvimento de estruturas e processos cerebrais – por exemplo, o cérebro de um pianista será diferente do de um violinista.
O investigador descreve então como cultura se pode dividir em três dimensões, nomeadamente material, social e imaterial. Tanto a cultura material como a imaterial tendem a ser estáveis, sendo a força instigadora de mudança a componente social. Um exercício paralelo acontece no cérebro, em que dois dos elementos que o compõe, nomeadamente conceitos e processos tendem a ser estáveis, mas que são moldados pelas nossas experiências e perceções. No geral, na atividade cerebral existe uma resistência à mudança sendo que, uma vez ultrapassada essa resiliência, ocorre uma aprendizagem. Esta plasticidade do cérebro é o que o permite ao ser humano aprender.
Peter Hanenberg reforçou ainda a ideia de como estudos literários podem ser um input para a compreensão do cérebro e apresentou 3 exemplos, incluindo uma passagem da obra Erdbeben in Chili (1807) de Heinrich von Kleist, em que se demonstra o uso da linguagem como forma de contrariar a estabilidade atrás mencionada, sendo o subjuntivo a expressão linguística da plasticidade cerebral. Com base num artigo de Kiefer & Pulvermüller (2012), Peter Hanenberg comentou a teoria da “incorporação”, ou seja, o facto de o pensamento não estar apenas na nossa mente, mas também no corpo, rejeitando assim a igualdade entre o cérebro e inteligência artificial. Neste sentido existe uma atividade cerebral comum entre, por exemplo, a ação de correr ou o uso do verbo “correr”. Por último, o texto “Essay on the Successful Day” de Peter Handke vem reforçar o ponto prévio.
Por último, o investigador referiu a existência de cinco tipos diferentes de memória que se complementam e que contribuem para que a resiliência e aprendizagem se relacione com o fenómeno de incorporação, intimamente ligado com o conflito entre plasticidade e estabilidade cerebrais.
Nos comentários pelo Professor Michael Hanke discutiram-se as limitações das neurociências culturais, as relações entre ciências cognitivas e humanidades e o uso do subjuntivo.

Mafalda Duarte Barrela

(Aluna 1º ano Mestrado Estudos de Cultura)

Director do CECC no encontro FORhUM

O director do CECC, Peter Hanenberg, esteve presente este mês no encontro FORhUM, que reuniu académicos de várias nacionalidade em torno das questões das Humanidades, em Lubliana. A sua conferência, “Cultural, Cognition and Intercultural Communication”, pode ser vista aqui, a partir de 1h25m:

“Culture therefore shapes the mind as well as the mind shapes culture”, Peter Hanenberg

Peter Hanenberg
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Peter Hanenberg foi um dos oradores de dia 9 de Fevereiro no encontro ‘Matters of Culture’, onde apresentou o ‘statement’ sob o título “Culture and Cognition”

Beck’s risk. In his laudation on Zygmunt Bauman – one of his last public statements – Ulrich Beck said (I translate from the German text): “It would be nice if that what Max Weber announced gloomily as the bureaucratic rationality of control would still control; it would be nice if – as Adorno and Foucault predicted – only the terror of consumption and humanism would terrorize us; it would be nice if the functioning of systems could be restored by appealing to ‘autopoiesis’. It would be nice if it were just a question of a crisis of modernity which could be mitigated with liturgical formula: more market, more technology, more functional differentiation, more rational choice, more growth, more weapons, more drones, more computers, more Internet and so on. It’s not a big deal to admit, that even we social scientists are reduced to silence in view of a reality which overruns us.” The conditions of liquid modernity, continuous change, constant mobility and recent threats of violence and terrorism make it impossible to transform experiences into attitudes, models of behavior, convictions and moral concepts which could work as common characteristics of a whole generation, time or culture – as Bauman explains in many of his studies. The silence, to which social sciences and the humanities feel reduced, is a consequence of their findings as much as of the conditions which led to them. However, science and humanities must not be reduced to silence. On the contrary, the conditions of an overwhelming reality ask for new forms of dialogue: research on liquid modernity needs liquid disciplines. It should be possible to read Beck and Bauman side by side with Semir Zeki, Bruce Wexler or Ernst Pöppel: on the way to Cognitive Culture Studies.

The concept concept. When Bauman points to the impossibility to transform experiences into attitudes, models of behavior, convictions and moral concepts he addresses one of the key issues in the research of social cognition. What Leonard Talmy has termed the Cognitive Culture System is all about the acquisition, exercise and the imparting of concepts, patterns and norms. Culture seen from the perspective of the brain is a set of concepts which allows to share meanings, predict, expect and condition behavior and to develop all kinds of moral and ideological standpoints. Culture therefore shapes the mind as well as the mind shapes culture. Cultural activities even transform the brain as the famous comparison of the cerebral structures of a piano player and a string player has shown. Other well-known examples refer to cultural difference as e.g. between collectivism and individualism in Eastern and Western societies which even lead (or base on) certain genetic differences, evidenced by statistical findings. There are two main challenges for future research: First, it has to be clarified “whether the embodiment theory of conceptual representations can serve as an integrated framework for both concrete and abstract concepts” (Kiefer/Pulvermüller, 2012). And second, the constitution in form and content of those concepts has to be studied under the conditions of the embodiment theory. Embodied concepts ask for a permanent effort to guarantee a correspondence between conception and experience which is simultaneously the motor for change and for resistance to change – causing under certain circumstances the risk of no-response and silence, of distress and a notion of inconvenience in liquidity.

The metaphor metaphor. Conceptual integration is one of those “travelling concepts” which have found their way from Cognitive Sciences to Culture Studies (e.g. A. Nünning, 2011). The challenges of liquid modernity can be addressed by the theory of blending though in a metaphorical way. Where metaphor theory helps to understand the conceptual integration of a reference space on the one hand and a presentation space on the other, it explains how new meanings emerge from the blending of different mental spaces. Change and innovation are the distinctive qualities of metaphor as long as it does not crystalize into a regular form of representation. However, future research on conceptual integration might like to ask less for the conditions of change and innovation (as they are given), but for a better understanding of the forms of presentation which offer a certain kind of stability, indispensable to blending. We would need the metaphor of the metaphor to understand the common bases of representation without which no metaphor could ever make sense. Sense is not a matter of language, but of concepts (otherwise translation would not be possible) – and culture their accommodation. L. and P.A. Brandt have brilliantly shown how the sentence “This surgeon is a butcher” makes sense as a metaphor. They insist on the reflection of a “third space”, in which the force-dynamics of “agent”, “harm” and “patient” give relevance to the virtual space of blending from which meaning emerges. Cognitive Culture Studies could be the discipline to describe both relevance and presentation spaces as different examples of embodied cultural concepts interacting even in the construction of surprisingly new meanings. The metaphor is liquid; relevance and presentation are its solid and stable ground.

Critique critique. Going back to solid and stables grounds (or better: to the concept concept) is a challenge to Culture Studies. It is a matter of operation fields. Culture Studies claim to deal with those phenomena which are bigger than the individual (which would be dealt with by Psychology) and smaller than the universal (which would be dealt with by Biology). Culture Studies stand to Biology and Psychology like history to evolution and ontogenesis. Culture Studies deal with the institutional, textual and mental phenomena which constitute a defined operation field being simultaneously out of Biology and towards Psychology: making sense of the Human. Culture covers the distance between the solid and stable ground and the arbitrariness of a fluid singularity. That is why Culture Studies are central for a better understanding of society as much as of the individual. However, its central position has either led to a cut with all kinds of solid and stable grounds (namely in the rejection of certain methods) or – on the contrary – to a new submission to science and its empirical promises of exactness. The third way we suggest could transform such exclusiveness in a new form of dialog in which sciences learn as much from Culture Studies as Culture Studies from its solid and stable ground. Cognitive Culture Studies would claim a new critique critique asking if and how one can be critical without being normative. Could the concept concept be a way to turn visible and explicit the norms we are critical upon?

Do do. The surprising thing is that under such conditions Culture Studies would continue to do what they have always done. Cognitive Culture Studies would look at artefacts, texts and institutions as means to a better understanding of the mental construction of culture. They would allow for identifying concepts and metaphors and for analyzing how they negotiate meaning and relevance. They would help to reconstruct the narrative and performative construction of reality and bind it back to its neural formation. They would reject any kind of oversimplification in which culture is reduced to the movement of arms and fingers (like in the example of string and piano players) or to general distinctions (like between individualistic and collectivistic cultures) which either appear as mere statistical findings or never existed or tend to vanish in fluid modernity. They would find a permanent challenge in the question, how abstraction and embodiment can come together. Only then we may understand how the human as a cultural being is simultaneously able and resistant to change. Cognition as the embodied mind is the battlefield in which culture drives meaning to life. In this simple sense, Cognitive Culture Studies is a Life Science.

References

Brandt, Line and Per Aage Brandt. 2005. “Making Sense of a Blend. A cognitive-semiotic approach to metaphor.” Annual Review of Cognitive Linguistics 3:  216-249.

Kiefer, Markus, and Friedemann Pulvermüller. 2012. “Conceptual Representations in Mind and Brain: Theoretical Developments, Current Evidence and Future Directions.” Cortex; a Journal Devoted to the Study of the Nervous System and Behavior 48 (7) (July): 805–25.

Nünning, Ansgar. 2011. “Towards a metaphorology of crises, or: The uses of cognitive metaphor theory for the study of culture.” Cognition and Culture. An Interdisciplinary Dialogue. Ed. Ana Margarida Abrantes and Peter Hanenberg. Frankfurt/M: Lang, 71-98.

 

Peter Hanenberg, February 2016

“Arquiteturas: a Guerra Civil de Espanha e as Modernidades Peninsulares” em imagens

O colóquio “Arquiteturas: a Guerra Civil de Espanha e as Modernidades Peninsulares” assinalou, nos dias 12 e 13 de Maio,  o 80.º aniversário do golpe que deu início à guerra e pretendeu realizar uma reflexão interdisciplinar sobre o modo como esse acontecimento marcou, e continua a marcar, o tempo subsequente em Espanha e em Portugal.
O programa contou com vários oradores nacionais e estrangeiros, e projecção de filmes, dividindo-se entre a Universidade Católica Portuguesa e o Instituto Cervantes.

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