Festa de homenagem para Alexandre O’Neill

Realizou-se no dia 7 de Fevereiro de 2018 o lançamento da obra coordenada pela investigadora Joana Meirim E a minha festa de homenagem? Ensaios para Alexandre O’Neill, no mítico bar lisboeta Foxtrot.  O livro insere-se no projecto do CECC, com apoio da Fundação Calouste Gulbenkian e em parceria com a Câmara Municipal de Constância, ‘Lugares de O’Neill’. A edição é da Tinta da China e a apresentação ficou a cargo de António M. Feijó.

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Save the date: lançamento do livro de homenagem a O’Neill

O livro E a Minha Festa de Homenagem? Ensaios para Alexandre O’Neill, edição da Tinta da China, reúne ensaios sobre a obra de Alexandre O’Neill, é organizado por Joana Meirim e conta com textos dos investigadores do CECC Joana Meirim, Alexandra Lopes  e Miguel Pedro-Quadrio. É uma das iniciativas do projecto Lugares de O’Neill, uma iniciativa do CECC que conta com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian, no âmbito do concurso “Projetos de investigação nos domínios da Língua e Cultura Portuguesas”.

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Marília dos Santos Lopes publica capítulo em livro

“Color Visions: Perceiving Nature in the Portuguese Atlantic World” é o título do artigo da autoria da investigadora e docente Maria dos Santos Lopes, recentemente publicado no volume Empire of the Senses. Sensory Practices of Colonialism in Early America, da editora Brill, coordenado por Daniela Hacke (Free University of Berlin) e Paul Musselwhite (Dartmouth College).

 

Mais informação aqui

Landeg White publica traduções da lírica camoniana

O investigador do CECC Landeg White acaba de lançar uma nova obra, sob o título Camões: Made in Goa – Selected Lyric Poems written in India. A introdução ao livro pode ser lida no site do autor:

Camões arrived in India in November 1553, disembarking in Goa after a voyage of seven months. He arrived not as a Viceroy or Governor or Admiral, not as an authority figure of any kind, but as a convict soldier, sentenced to military service after being convicted of brawling in Lisbon. At the Corpus Christi festival in 1550, he had wounded a court official with a sword thrust, his subsequent prison sentence being commuted to a fine of 4,000 reis and three years military service in India.

It is hard to over-emphasis the scale of this personal disaster. Camões was 28, possibly 29 years of age. He was born into the lower ranks of the nobility, and all his ambitions had been focused on the Portuguese court, where he hoped his skills as a poet would secure him an appointment – the sixteenth century equivalent of a government job. The poems he wrote in pursuit of this were accomplished but conventional, versions of Petrarch whose sonnets in vernacular Italian had swept Europe with their celebrations of unrequited love, and pastoral eclogues featuring shepherdesses who were thinly disguised portraits of ladies at the Portuguese court. Suddenly, that ambition was shattered.

http://landegwhite.com/news/introduction-to-camoes-made-in-goa/

Crianças e tecnologias digitais: o que mudou no último ano?

É hoje tornado público o ebook que actualiza o estudo que envolveu vários países coordenado pela Comissão Europeia, e realizado em Portugal pelas investigadoras Patrícia Dias (CECC-UCP) e Rita Brito  (UIDEF- Uni. Lisboa).

Um ano depois,que alterações se observam? Crianças (0 aos 8 anos) e Tecnologias Digitais: que mudanças num ano?, disponível aqui,  responde a esta questão. Ao Jornal Expresso, que hoje assinala a divulgação do estudo, Patrícia Dias adiantou que “O mais interessante foi constatar que os pais passaram a ser menos proibitivos e a apoiar mais os filhos na utilização das tecnologias digitais”. Estas conclusões, entre outras, que pode consultar resumidamente no flyer,  resultam da repetição das entrevistas a oito das dez famílias incluídas no primeiro projecto.

 

 

Rita Figueiras fala sobre novo livro em torno de media, política e redes sociais

A investigadora Rita Figueiras lançou, recentemente, dia 4 de Abril de 2017, o livro A Mediatização da Política na Era das Redes Sociais, apresentado por Mário Mesquita.  Foi sobre este livro que a autora conversou com o CECC.

 

Rita Figueiras é doutorada em Ciências da Comunicação pela Universidade Católica Portuguesa (UCP), onde é docente no Mestrado de Ciências da Comunicação e na licenciatura de Comunicação Social e Cultural. A investigadora publicou ainda este ano um artigo «Estudos em mediatização: causalidades, centralidades,interdisciplinaridades» na revista Matrizes, da Universidade de São Paulo.  Foi também  a responsável, em Feveriro, pelo 6º Webinário da SOPCOM, sobre o tema tema “Democracia, Internet e Movimentos sociais: ligações entrecortadas”, já disponível no youtube.

José Manuel Simões lança livro sobre jornalismo em português em Macau

“Jornalismo Multicultural em Português – Um Estudo de Caso em Macau” é o novo livro de José Manuel Simões, que resulta do seu projecto de pós-doutoramento,na Universidade Católica, sob orientação do director da Faculdade de Ciências Humanas, Nelson Ribeiro. O autor reside em Macau desde 2008 e este projecto, focado naquela realidade, constitui a continuação natural da sua investigação  sobre o panorama ético do jornalismo em termos globais.

“Jornalismo Multicultural em Português – Um Estudo de Caso em Macau” “tem o potencial de contribuir, de forma decisiva, para a complexificação do pensamento sobre a imprensa e o jornalismo no século XXI, permitindo aos leitores descobrir uma realidade que nem sempre surge reflectida no discurso Ocidental sobre os meios de comunicação”, afirmou Nelson Ribeiro ao site Ponto Final.

José Manuel Simões, por sua vez, falou também ao jornal Tribuna de Macau (pág.8), afirmando: “Em Macau, as pessoas vivem em segurança, há uma determinada harmonia entre as comunidadesmas não há pontes, conhecimento até. Portanto, os jornais poderiam ter esse papel para contribuir que haja um conhecimento e uma maior proximidade das outras comunidades”. Sobre as conclusões da investigação, adiantou: “Há expressão sem obstáculos, sem constrangimentos na forma como se faz jornalismo em português em Macau”, mesmo que, acrescentou, “se possa pensar que sendo os jornais subsidiados pelo Governo após cinco anos de existência estarão dependentes”. Referiu ainda, em contrapartida, a questão da dificuldade de acesso às fontes.

Pode saber mais sobre este projecto em entrevista do autor à TDM (a partir do minuto 41:50).

 

 

Jorge Santos Alves lança novo livro sobre Macau: entrevista vídeo

Jorge Santos Alves é co-autor, com Rui Simões, do livro Macau. Roteiros de Uma Cidade Aberta, lançado a 22 de Fevereiro de 2017, no Auditório da Delegação Económica e Comercial de Macau, com apresentação de Guilherme d’Oliveira Martins.

O investigador falou ao CECC sobre este trabalho, que se relaciona com a sua experiência de vida e também com a sua investigação.

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Crianças e media digitais: Patrícia Dias é co-autora de capítulo em novo livro

“Young Children and Digital Media in the Home: Parents as Role Models, Gatekeepers, and Companions” , assinado pela investigadora do CECC Patrícia Dias, em co-autoria com Rita Brito, é o título do capítulo agora integrado no livro Family Dynamics and Romantic Relationships in a Changing Society, um volume que se debruça sobre os impactos das mudanças socio-culturais nas relações afectivas e pessoais.

O texto em destaque resulta da participação das investigadoras no projecto europeu  Young Children and Digital Technologies (2015). Segundo Patrícia Dias: “Este capítulo foca o papel desempenhado pelas tecnologias digitais, principalmente o tablet, nas dinâmicas familiares nos lares. Uma das conclusões interessantes é que as tecnologias também são ‘trigger’ de novas rotinas de intimidade, como ler histórias antes de adormecer mas em ebook, jogar em conjunto, ou partilhar o visionamento de vídeos e videoclips no YouTube.”

O capítulo pode ser adquirido online, aqui.

Texto de Luísa Santos no livro de pintura de João Paulo Queiroz

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O mesmo lugar, pintado durante doze anos, no mesmo mês de Verão: é esta trabalho do artista João Paulo Queiroz que agora se pode ver numa exposição e num livro, sob o título cem vezes uma árvore, onde a investigadora Luísa Santos publica um texto de análise da obra.

(…)

Nas primeiras séries, os desenhos surgiam como sínteses, como um exercício de memória, numa ambiciosa busca permanente ao que a observação das cores intensas das árvores e das pedras escreve e esconde, simultaneamente. Até 2010, estamos perante uma aproximação clara aos referentes. Enquanto nos primeiros anos da série o chão mostra a sua posição mais perto de nós, nos seus imensos acidentes, a partir de 2010, de um modo gradual até aos últimos anos, o olhar levanta-se e começa a revelar o céu nos seus movimentos rápidos. Se por um lado o céu concede um carácter de familiaridade aos desenhos, por outro, a representação torna-se mais complexa a nível forma e, essencialmente, nas suas camadas de interpretação.

A um primeiro olhar, vemos árvores, todas tratadas de modo igual. Contudo, sob um olhar mais atento, rapidamente percebemos que as árvores que aparecem aqui representadas – ora em primeiro plano, ora em grupos num plano mais afastado – e que foram escolhidas para serem desenhadas são, claramente desafiantes ao nível da técnica: troncos retorcidos, copas de árvores com recortes que só se deixam adivinhar perante o contraste com um céu em constante mutação, texturas impossíveis ao olho humano, nos seus detalhes e tonalidades infinitas. João Paulo Queiroz fala de “acalmar a natureza” e é disso que se trata: selecciona as árvores mais rebeldes e trata depois de serená-las, com o traço, para que as olhemos como árvores que são, no seu crescimento e movimentos lentos, e não como muitas vezes pensamos vê-las, humanizadas e à nossa semelhança, com troncos que nos lembram braços agitados.

(…)

 Luísa Santos