CFP (Novo prazo): Colóquio “Desavindos com a Vidinha! Literatura e outras artes contemporâneas de Alexandre O’Neill”

O poema “Rua André Breton” (Entre a Cortina e a Vidraça, 1972), de Alexandre O’Neill, pode ser lido como súmula perspicaz da história da literatura de uma parte significativa do século XX português. O’Neill convoca para o poema os dois movimentos literários que marcaram, de forma determinante e transgressora, o panorama nacional, a partir da década de 30 do século XX: o Neorrealismo (a que alude no verso “A imitação do isto, a gangazul, a variz da varina”) e o Surrealismo (vincando-se desde logo a dissidência e a mobilidade como marcas identitárias do movimento: “A rua André Breton está sempre a mudar de rua.”)
Tendo em conta a figura de Alexandre O’Neill e do lugar que este tem no panorama literário do século XX português, pretende-se que este colóquio abra a oportunidade de revisitar alargadamente os objetos, práticas e conceitos que, contemporâneos de O’Neill, formaram o espaço cultural português do segundo e terceiro quartéis do século passado, na literatura, nas artes visuais e performativas, no cinema, na música e na crítica.
A imagem de ‘pássaros de asas cortadas’ que Luiz Francisco Rebello aplicou à alta burguesia lisboeta, na sua peça de 1959, adaptada ao cinema por Artur Ramos, em 1963, com diálogos assinados por Alexandre O’Neill e Luís de Sttau Monteiro, poder-se-ia recuperar hoje como caracterização de uma geração de criadores “desavindos com a vidinha”, cerceados pelo meio sociopolítico e cultural em que intervinham.

Esta chamada para comunicações convida os investigadores a refletirem sobre a expressão artística e concetual da rede de escolhas estéticas, culturais e políticas vividas, em Portugal, ao longo dos anos de O’Neill.

Tópicos possíveis:
• Representações culturais de Portugal no século XX;
• Ideologia e arte;
• Artes no pensamento e na crítica;
• Unidades e dissidências nos diferentes “ismos”;
• Receção das vanguardas artísticas internacionais;
• Revistas culturais e imprensa generalista;
• Lugares da tradução na evolução das artes em Portugal;
• Indústrias culturais: emergência de novas linguagens.

Pede-se o envio de um resumo de 250 palavras acompanhado de uma pequena nota biográfica (100 palavras) para 2018vidinha@gmail.com até 27 de julho de 2018. Cada proposta deve apresentar, de forma clara, o título da comunicação, o nome, a filiação institucional e o contacto. A notificação de aceitação ou rejeição do resumo ocorrerá até 17 de setembro de 2018. Será publicada uma seleção das comunicações.

Os participantes devem preparar uma comunicação para 20 minutos, seguida de uma discussão.

Inscrições: 60 €

Universidade Católica Portuguesa
Biblioteca Nacional de Portugal
10 e 11 de dezembro de 2018

Comissão organizadora:
Joana Meirim
Alexandra Lopes
Sónia Pereira
Miguel-Pedro Quadrio

Conferencistas convidados:
Perfecto Cuadrado | Universitat de les Illes Balears
António M. Feijó | Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa
João Paulo Queiroz | Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa

Comissão Científica:
Nuno Amado | Universidade Católica Portuguesa
Ana Paula Coutinho | Universidade do Porto
Joana Meirim | Universidade Católica Portuguesa
Carlos Mendes de Sousa | Universidade do Minho
Miguel-Pedro Quadrio | Universidade Católica Portuguesa
Clara Rowland | Universidade Nova de Lisboa
Gustavo Rubim | Universidade Nova de Lisboa
Marta Teixeira Anacleto | Universidade de Coimbra
Jorge Vaz de Carvalho | Universidade Católica Portuguesa

Nota: Este colóquio é a última atividade de Lugares de O’Neill, projeto de investigação nos domínios da Língua e da Cultura Portuguesas, financiado pela Fundação Calouste Gulbenkian.

Advertisements

Palestra “Challenges for the Management of Arts Institutions and Philanthropic Strategies”

Susanne Weber-Mosdorf esteve presente para uma palestra aberta na Universidade, na qual procurou partilhar a sua experiência sobre os principais desafios na gestão de instituições artísticas. Neste sentido, foram discutidos temas como o desenvolvimento de políticas culturais, os impactos da globalização nas instituições e a importância do investimento financeiro no seu desempenho.

A palestra foi decisiva na afirmação da necessidade de criar maior sensibilidade para as artes e cultura como direito humano, assim como o investimento em diretivas políticas que abranjam instituições de todos os tamanhos e que não englobe somente aquelas de maior prestígio.

A crescente burocrática, os cortes subsidiários, as dificuldades na regularização de material audiovisual e a liberalização do comércio têm sido outros dos fatores que provocam uma desestabilização do mercado das artes. Simultaneamente, estes impactos têm sido sentidos pela restrição que provocam sobre os processos de criatividade e inovação. Investimento e conteúdo tornam-se assim, invariavelmente, dependentes e as consequências fazem-se sentir pelo desfasamento sentido entre instituições de diferentes tamanhos, bem como na sensibilidade social sobre as suas necessidades.

Todavia, estes desafios não se encontram apenas focalizados na perspetiva sociocultural, Susanne Weber-Mosdorf apontando igualmente para a necessidade de alterar algumas práticas organizacionais internas às instituições culturais. A necessidade de encontrar uma visão comum sobre as práticas organizacionais foi um dos fatores sublinhados, pelo desenvolvimento de um ambiente mais transparente, cuja missão e visão sejam claras, assim como um maior investimento nas qualidades profissionais dos stakeholders e em novos modelos de gestão.

A palestra terminou com um apelo à necessidade de maior visibilidade e sensibilização sobre o que é a cultura e o seu impacto na nossa sociedade. Todos os desafios apontados são, na perspetiva de Susanne Weber-Mosdorf, janelas de oportunidade para mudar e melhorar a situação atual. Propõe que estes desafios sejam encarados duma forma organizada e estratégica, como é o caso das redes sociais, as quais com o devido investimento poderão trazer vantagens e aumentar a atenção para as atividades culturais desenvolvidas.

IMG_7759IMG_7762

Sobre a palestra “The Rise of Trump: Inequalities, Class and Populism in America”

O Professor Mauro P. Porto esteve presente na Universidade Católica Portuguesa, na passada Segunda-Feira, para uma palestra aberta sobre a campanha eleitoral Americana de 2016. A eleição de Donald Trump, atual Presidente dos Estados Unidos da América, foi alvo de análise pelo Professor e pelo grupo de pesquisa da Universidade de Tulane.

Como forma de compreender o comportamento eleitoral, o Professor apresentou uma análise topológica da distribuição de votos, a partir da qual procurou explicar as respetivas motivações através de padrões regionais.

Esta metodologia permitiu concluir que os resultados eleitorais de 2016 se deveram muito ao sucesso de Trump na área do “Rust Belt” (“cinturão da ferrugem”), a qual é constituída pelos estados do nordeste e meio-oeste. Esta área distingue-se primeiramente pela sua homogeneidade racial, assim como por ser uma das zonas que mais sofreu com o impacto da crise económica sentida nos últimos anos.

Donald Trump obteve 58% dos seus votos de Norte-Americanos brancos, cujas regiões se localizam no que Mauro P. Porto intitulou de “Landscapes of Despair”. A sua vitória foi assim conquistada pelo seu êxito com a “white working class”, conceito ainda pouco articulado, mas que se provou chave na sua campanha. Apesar de não ter explorado as possíveis intersecções entre raça e classe, Mauro P. Porto apelou a que tal fosse alvo de debate no campo académico no futuro.

Será ainda de sublinhar a relevância do ambiente de incerteza e insegurança sentidos nestes estados, assim como o seu papel na decisão de voto. O Professor terminou a palestra apelando a que mais atenção seja dispensada aos padrões culturais que dividem os Estados Unidos e a que as problemáticas e desestabilizações sociais sejam endereçadas, como forma de combater as atuais condições políticas. O orador deixou a certeza que os escândalos e a má propaganda do atual Presidente não serão motivo para impedir a sua reeleição em 2020.

Lecture “The Rise of Trump: Inequalities, Class and Populism in America”

Dia 28 de maio a Universidade Católica Portuguesa será palco da conferência “The Rise of Trump: Inequalities, Class and Populism in America”, apresentada pelo docente e investigador convidado, Professor Mauro Pereira Porto.

A conferência organizada pelo CECC ocorre no âmbito do Ciclo de Conferências do Doutoramento em Ciências da Comunicação, e convida à reunião de investigadores de várias áreas a assistirem e participarem na palestra aberta.

 

O Professor Paulo Pereira Porto encontra-se de momento a lecionar nos Estados Unidos, na Universidade de Tulane, Nova Orleães. Tendo estudado na Universidade de Brasília, onde fez Licenciatura e Mestrado em Comunicação e Ciência Política respetivamente, realizou o Doutoramento na Universidade da Califórnia, São Diego, em 2001.

A sua carreira conduziu-o a áreas de pesquisa no âmbito da Comunicação Política, Media, Democracia e dos Estudos Latino-Americanos. Publicou dois livros que exploram estas dinâmicas, o primeiro “Televisão e política no Brasil: A Rede Globo e as interpretações da audiência” em 2007 e, em 2012, “Media power and democratization in Brazil: TV Globo and the dilemas of political accountability”.

 

 

“Language, Translation, and Migration”: Conference and Public Summit 2018

As docentes e investigadoras do CECC Rita Maia e Alexandra Lopes encontram-se, de momento, a participar na conferência “Language, Translation, and Migration” na Universidade de Warwick. A conferência decorre entre os dias 24 e 26, nas instalações da Universidade no Reino Unido e reúne investigadores de diferentes contextos culturais.

A investigadora Alexandra Lopes irá falar sobre o tema “The definitive foreigner: Translatorship as migration” e a investigadora Rita Maia irá, por sua vez, apresentar o tema “Integrating indirect translation into translation curricula: Towards a more equal and sustainable translation market. A research Project”.

A conferência pretende explorar a diversidade linguística e disciplinar, debatendo temas como as dinâmicas entre os fatores políticos e comportamentais, bem como a influência que estes poderão prestar sobre a multiplicidade linguística e a diversidade cultural. Perante o incremento da interconectividade, numa época que se assume cada vez mais global, levantam-se questões fulcrais em relação à complexidade dos processos migratórios e à adaptabilidade dos sistemas educativos e judiciais.

A linguagem e a tradução, surgem assim, como elemento agregador ou, por outro lado, perturbador da coesão e mobilidade sociais. Um diálogo partilhado entre profissionais e investigadores das áreas de tradução, línguas e sociologia, entre outras, tornam-se assim fundamentais à compreensão das melhores práticas, bem como ao desenvolvimento de modelos e aprendizagens que diluam e agilizem as barreiras socioculturais no processo de migração.

 

Para mais informações: 

Página da Conferência

Programa da Conferência

Conferência “Holocausto, Genocídio e Crimes contra a Humanidade”

A conferência “Holocausto, Genocídio e Crimes contra a Humanidade” decorreu nos passados dias 16 e 17 de maio, nas instalações da FCH, e reuniu vários investigadores para debaterem questões de alteridade, violência e antissemitismo vividos durante o contexto socio-político da Segunda Guerra Mundial.

A investigadora do CECC Maria Amélia Cruz marcou presença com o tema “Echoes of the Holocaust in Mirjam Pressler’s juveline literary production”.

Conhecida primordialmente pela sua tradução e publicação d’O Diário de Anne Frank (originalmente intitulado de Het Achterhuis) de Holandês para Alemão, Mirjam Pressler publicou várias obras dentro do género da Literatura Infanto-Juvenil no contexto do Holocausto.Maria Amélia referiu a autora como ponto de partida para compreender como a sociologia e psicologia juvenil se constroem e refletem na literatura. Os ecos do Holocausto são assim sentidos na escrita de Pressler, defendeu a investigadora do CECC, estando a identidade juvenil em constante dialética com a multiplicidade de experiências e processos de socialização a que estes jovens estão expostos.

Maria Amélia Cruz terminou a sua intervenção nesta conferência com um apelo a que repensemos a forma como os jovens lidam hoje com a alteridade, para reduzir os índices de marginalização ainda sentidos em países com passados de guerra e coloniais.

Veja a seguir algumas fotografias da conferência.

Livro dos Anais do XV Congresso Ibercom agora online

O e-book dos Anais do XV Congresso Ibercom 2017 está já disponivel online. O encontro anual realizou-se este ano na Universidade Católica Portuguesa, entre 16 e 18 de Novembro, e na organizaçao estiveram os docentes e investigadores Nelson Ribeiro e Catarina Duff Burnay.

O livro, com mais de 6 mil páginas, está disponível para download gratuito aqui 

Translation, Power and Politics: Call for papers

3rd Symposium on Literary Translation and Contemporary Iberia:

Translation, Power and Politics

Research Centre for Communication and Culture, Universidade Católica Portuguesa

Lisbon, 22-23 November 2018

 

The 3rd Symposium on Literary Translation and Contemporary Iberia aims at bringing together scholars and researchers in the field of Translation Studies (and related areas) working with the Iberian languages. Following the two previous events organized at University College Cork (2016) and Dublin City University (2017), the third edition of the Symposium will reflect upon the relationship between different dynamics of power and movements/gestures of translation in the Iberian Peninsula throughout the 20th and 21st centuries. As a starting point for the debate, we propose the topic “Translation, politics and power”.

Firstly, and following on Spivak’s seminal text “Politics of Translation” (1998), we will question the role of the translator as perpetuator/ informer/opponent of relations of domination and, amongst these, of both the colonialist and the democratizing potential of linguae francae. If we accept, with Spivak, that translation is an intimate act with the source text, can the (good) translator do something other than surrender to the rhetoric of the original? And what source and target languages are there (effectively) in the Iberian publishing market? To what extent do translation policies build and sustain notions of majority (s) and minority (s)?

On the other hand, we will claim that the history of the 20th and 21st centuries in Portugal and Spain can also be read through the (history of) publishing in both countries, namely of translated literature. In fact, creating catalogues of translated literature on both sides of the border might reveal multiple and undisclosed forms of interaction between translation and contemporary powers (political, economic, ideological or others). As such, possible questions to debate would be: How is the current political situation in the two Iberian countries reflected in translation? What is the role of translation in the major public debates that have taken place in Portugal and Spain around topics such as memory, the financial crisis, Catalonia, Europe or war? Lastly, and considering that no translation agent is ever neutral, we also invite submissions of historically grounded studies that look at translators from/in the Iberian Peninsula as active agents taking part in the dialogue between political structures and translation.

 

Papers on the following topics are welcome:

Apolitical rewritings by political authors (and vice versa)

Languages, politics and power(s)

Different directions in translation

Translators and politics

Peripheries and centrality in literary translation

Power and empowerment

Power, control and resistance

(Official) politics of translation

Translation and war

Translation and ideology

Translation and power in the digital age

Translation, gender and power

Translating in dictatorship, translating in democracy

Translating political ideas

Translation and the Church.

 

Keynote speakers (to be confirmed)

Isabel Soler, Universidade de Barcelona

TBA
Speakers should prepare for a 20-minute presentation followed by questions. Please send a brief biographical note (100 words) and a 250-word abstract to Inês Espada Vieira  iev@fch.lisboa.ucp.pt and Rita Bueno Maia rbuenomaia@fch.lisboa.ucp.pt

Proposals should list paper title, name, institutional affiliation and contact details.

 

Deadline for submission of proposals: 27 June 2018

Notification of abstract acceptance or rejection: 27 July 2018

The conference languages are Portuguese, Spanish and English.

Fees:

Participants – 35€

The registration fee includes coffee breaks and lunches on the two days of the Symposium, as well as conference documentation.

 

Payment

By bank transfer:

NIB: 003300000017013412105

IBAN: PT50 0033 0000 0017 0134 1210 5

SWIFT: BCOMPTPL

 

By cheque made out to:

Universidade Católica Portuguesa

and sent to:

Centro de Estudos de Comunicação e Cultura

a/c Elisabete Carvalho

Universidade Católica Portuguesa

Faculdade de Ciências Humanas

Palma de Cima

1649-023 Lisboa Portugal

Call for papers: “1818-2018 – the silent revolution: of fears, folly & the female”

1818-2018 – the silent revolution: of fears, folly & the female

Universidade Católica Portuguesa, Lisbon

5 November 2018

I have gone out, a possessed witch,

haunting the black air, braver at night;

dreaming evil, I have done my hitch

over the plain houses, light by light:

lonely thing, twelve-fingered, out of mind.

A woman like that is not a woman, quite.

I have been her kind.

Anne Sextox

 

1

Image: Julia Margaret Cameron|Digital image courtesy of the Getty’s Open Content Program

In 2018 we celebrate events which took place two hundred years ago: the publication of Mary Shelley’s Frankenstein and the birth of Emily Brontë. While the two events are markedly different, as the former is a tangible work of art and the latter more of a promise of what was to come, both have contributed to challenge and change the conceptions and perceptions of the time, thus performing a silent, subtle revolution in the world of letters.

Shelley and Brontë are mostly famous for one novel each, but these novels have helped shape Western imagination and literature, as they arguably ‘disclose uncommon powers of poetic imagination’, as Walter Scott said a propos Shelley’s oeuvre [Blackwood’s Edinburgh Magazine 2 (March 1818)].

By focusing on characters who do not belong anywhere – ‘I am an unfortunate and deserted creature; I look around, and I have no relation or friend upon earth’ (Shelley, 2004: 160) and ‘Not a soul knew to whom it [Heathcliff] belonged’ (Brontë, 1965: 78) –, both novels seem to question the hegemonic discourse of the time. As such, their global appeal may precisely reside in their radical difference and ‘unbelonging’ (Rushdie, 2013), which, paradoxically, make them potential sites for multiple identifications – the female, the savage, the foreigner.

This conference brings the two female authors together, for their œuvres, as different as they are, may shed light on a topic that resonates nowadays – how gender impacts on authorship, imagination, and a sense of humanity. If, as Woolf claims, ‘women have served all these centuries as looking-glasses possessing the magic and delicious power of reflecting the figure of man as twice its natural size’ (Woolf, 2000: 45), is it entirely possible that women authors have resorted to the misshapen, dark, monstrous Other as alter egos of their own perception of themselves and their place in society?

The conference wishes to be a locus of celebration and discussion, both by placing the authors in the context of their time (coeval artists and ideas), and by displacing them and investigating their impact on literature and other media (music, cinema, videogames, etc.). By rereading the works critically in the context of a 200-hundred-year time lapse, the conference aims to look at the texts as clues ‘to how we live, how we have been living, how we have been led to imagine ourselves, how our language has trapped as well as liberated us, how the very act of naming has been till now a male prerogative, and how we can begin to see and name – and therefore live – afresh’ (Rich, 1979: 35).

Brontë, Emily (1965), Wuthering Heights, Harmondsworth: Penguin Books.

Rich, Adrienne (1979), ‘When We Dead Awaken: Writing as Re-Vision’, On Lies. Secrets, and Silence. Selected Prose 1966-1978, New York and London: W.W. Norton & Company, pp. 33-49.

Rushdie, Salman (2013), Joseph Anton, London: Vintage.

Shelley, Mary (2004), Frankenstein or The Modern Prometheus, London: Collector’s Library.

Woolf, Virginia (2000), A Room of One’s Own and Three Guineas, Oxford and New York: OUP.

Papers on the following topics are welcome:

  • Male privilege in literature: revising concepts of authority and authorship
  • Female gaze and the imagination
  • 19th-century language, gender and cultural filters
  • Concepts of human being, humanity, humanness and ‘technogenesis’
  • Displacement and replacement as male anxieties
  • 1st-person narration: giving voice and / or visibility to ghosts, monsters and waifs
  • The impact of Shelly and Brontë in English-speaking and world literature
  • Pseudonymity and power
  • The monster within: representations of (female) fear and folly in literature
  • ‘Savagery’ at the heart of Europe and the ideal of la mission civilisatrice
  • Siting contestation: literature on progress and knowledge
  • Is Gothic literature female?
  • Translating ‘strangeness’ into different languages and / or media
  • The afterlife of Frankenstein and Wuthering Heights in art and pop culture
  • Fandom and the Gothic experience

 

Keynote speakers:

Luísa Leal Faria (Universidade Católica Portuguesa)

Marie Mulvey-Roberts (University of the West of England – Bristol)

The conference languages are English and Portuguese. Speakers should prepare for a 20-minute presentation followed by questions. Please send a 250-word abstract, as well as a brief biographical note (100 words) to silent.revolution1818@gmail.com  by June 30.

Proposals should list the paper title, name, institutional affiliation, and contact details. Notification of abstract acceptance or rejection will take place by July 30.

Organising Committee:

Rita Faria

Carla Ganito

Alexandra Lopes

Scientific Committee:

Daniela Agostinho (Københavns Universitet)

Jorge Bastos da Silva (Universidade do Porto)

Rita Faria (Universidade Católica Portuguesa)

Cátia Ferreira (Universidade Católica Portuguesa)

João Ferreira Duarte (Universidade de Lisboa)

Luana Freitas (Universidade do Ceára)

Joyce Goggin (Universiteit van Amsterdam)

Angela Locatelli (Università degli Studi di Bergamo)

Rogério Miguel Puga (Universidade Nova de Lisboa)

Maria Sequeira Mendes (Universidade de Lisboa)

Fees:

Early bird (by September 15):

Participants – 100€

Students (ID required) — 50€

After September 15 and no later than October 15:

Participants – 120€

Students (ID required) – 70€

The registration fee includes coffee breaks, lunch, as well as all conference documentation.

Payment:

By bank transfer:

NIB 003300000017013412105

IBAN PT50 0033 0000 0017 0134 1210 5 SWIFT BCOMPTPL

By check made out to:

Universidade Católica Portuguesa

and sent to:

Centro de Estudos de Comunicação e Cultura

a/c Elisabete Carvalho

Universidade Católica Portuguesa

Faculdade de Ciências Humanas

Palma de Cima

1649-023 Lisboa Portugal

Please send payment notification (in case of online payment) or a copy of the bank transfer document to the above email.

 

VIII Graduate Conference in Culture Studies: call for papers

REPLACEMENT AND REPLACEABILITY IN CONTEMPORARY CULTURE

VIII Graduate Conference in Culture Studies

6–7 December 2018 | Universidade Católica Portuguesa – Lisbon

Call for Papers

We call for papers for the 8th Graduate Conference in Culture Studies. This edition will be on the theme of “Replacement and Replaceability in Contemporary Culture” and takes place in Lisbon on the 6th and 7th of December 2018. The conference is organized by The Lisbon Consortium in conjunction with the Research Centre for Communication and Culture at the Universidade Católica Portuguesa.

We aim to discuss the ways in which the concept of ‘replacement’ can be understood and productively used for the study of contemporary culture. Replacement has been one of the central concepts in the study of culture for quite some time, and, at the risk of overstating this claim, one could say that replacement is a concern in all fields of knowledge dealing with the study of culture today. It is, however, rarely the central focus in academic discussion and this event aims to contribute to a more detailed analysis of the uses, misuses, and usefulness of this particular concept for the study of cultural objects.

Hearing the words replacement and replaceability, one naturally wonders: Who or what is being replaced? Who is doing the replacing? What counts as replaceable? Is there a logic of replacement? What happens when bodies are deemed replaceable for other bodies? Or for machines? How does replacement communicate with other, related, concepts, such as translation, repetition, reiteration, quotation, citation, metaphor, metonymy, synechdoche, and displacement? And how does it acquire meaning in connection to other concepts like false-consciousness, workforce, precariousness, simulacrum, spectacle, and ideology? How can replacement or replaceability be made useful for the study of cultural objects? Which objects warrant their use? It is on these and related questions that we invite abstracts to be presented at our conference.

– Replacement, technology and labor.

– Replacement and the body.

– Replacement and disability.

Replacement and the queer body.

Replacement and colonialism.

Replacement and representation.

Replacement and translation.

Replacement and biopower

Replacement and the digital.

Replacement by AI.

Replacement and recognition.

Replacement and knowledge production.

Replacement and simulacrum.

Replacement and death.

Replacement and the archive.

– Replacement and documentation

Background

Theoretical understandings of power tend to highlight the importance of controlled reproduction of human beings, or subjects, in order for power to function. One may think of a wide-ranging number of theorists here, from Karl Marx, through Louis Althusser, and on to Michel Foucault. In the study of bureaucratic modes of power exertion, documents can function as the irreplaceable expression of an identity or a right, as in the cases of identity cards, passports, and diplomas.

In translation studies, the notion of translation as a specific act of replacement is of central concern. In media theory and the study of visual culture, the notion of representation can be understood as a moment in which the image replaces the ‘original.’ In literary studies, concepts such as metaphor and metonymy are examples of replacing one word for another, a procedure considered essential to the production of meaning through language.

In Lacanian psychoanalysis, the mirror-stage functions as a scene in which the physical body is temporarily replaced by an imaginary double. Feminist- and queer theorists have often critiqued heterosexist and heteronormative approaches to otherness as failed, or attempted copies of heterosexual male life. In posthumanist discourses, the very notion of the human undergoes a moment of replacement by some kind of being that is no longer fully human and all too often celebrated as beyond the human in a teleological way. And post- and de-colonial theorists have read colonial activities of ‘Western powers’ as forced replacements of one culture for another.

We invite proposals for contributions in the form of 20-minute presentations in which replacement or replaceability are used either as concepts of analysis, put into dialogue with a cultural object, or in which the concepts themselves come under theoretical scrutiny.

Proposals should be no longer than 250 words and have to be sent to replacementconference2018@gmail.com no later than June 15th 2018.

Your abstract will be peer reviewed and you will receive notification of acceptance as soon as possible thereafter, but no later than the end of July 2018.

Upon acceptance you will be requested to register and provide some personal details to finalize your registration.

The conference will be a two-day event, taking place at the Universidade Católica Portuguesa. It is scheduled to take place on the 6th and 7th of December 2018.

 

Registration fee

The Registration Fee is €50,00 (this includes lunch, coffee breaks and conference materials).

For The Lisbon Consortium students and members of CECC, there is no registration fee.

 

Organizing Committee

Sara Magno, Jad Khairallah & Ilios Willemars

 

For more information, updates and details, see replacementconference.wordpress.com/