Luísa Santos sobre colecção António Cachola, na Revista Contemporânea

A investigadora Luísa Santos dedica o seu mais recente artigo na Revista Contemporânea (Jun/Jul17) ao 10º aniversário da Colecção António Cachola, traçando o histórico e destacando os aspectosque determinam a sua relevância no panorama nacional.

O MACE – Museu de Arte Contemporânea de Elvas, que é a casa da Colecção António Cachola, celebra este ano uma década de existência. Há dez anos, Portugal, como o mundo, conhecia o eclodir de uma crise financeira que viria a originar, num efeito dominó, diversas crises pequenas e locais que se multiplicariam nos conflitos de várias ordens que determinam o mundo que conhecemos hoje.

Iniciada nesta contingência, a apresentação da Colecção António Cachola no MACE desenvolveu-se num conjunto de escolhas que traduziram um acto de comprometimento individual que aponta para a etimologia da palavra colecção – do latim collectio, refere a noção de conjunto de coisas agrupadas mediante um sentido; do grego legein, diz respeito a reunir e a listar, ideias que implicam tanto de leitura quanto de compreensão. Na verdade, uma das escolhas que marcam a identidade desta colecção é o seu desejo de partilha através de uma instituição museológica (o MACE), numa conduta que acarreta uma responsabilidade pública, de interpretar e representar – e também de ler e compreender – um determinado espaço-tempo nas suas configurações sociais, culturais e económicas através da arte.

Luísa Santos, ” MACE – Colecção António Cachola. Dez anos, dez comissões – coleccionar é conhecer”

 

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