Quadrado Azul celebra 30 anos, analisados por Luísa Santos

A galeria Quadrado Azul, no Porto, celebra 30 anos, assinalados com as exposições QAXXX (P1) e QAXXX (P2), com curadoria de Miguel Von Afe Pérez, duas exposições colectivas em Lisboa e Porto e uma publicação sobre as três décadas de história deste espaço.

A investigadora do CECC Luísa Santos escreve na Contemporânea sobre o percurso da galeria e a sua importância no cenário da arte contemporânea em Portugal.

A Galeria Quadrado Azul inaugurou em 1986 na Rua de Costa Cabral, no Porto, com uma exposição póstuma dedicada ao corpo de trabalho do pintor e professor Augusto Gomes (1910 – 1976, Matosinhos), assumindo-se como um dos primeiros espaços expositivos comerciais naquela cidade. A galeria surgiu do interesse do proprietário, Manuel Ulisses, pela arte moderna e contemporânea. Esse ano foi particularmente marcante para a nossa História: a 1 de janeiro de 1986 anunciava-se a adesão de Portugal à então CEE com notícias de capa como o “Ano zero do futuro europeu” e “Hoje os Pirenéus deixam de ser fronteira”, com as promessas de prosperidade partilhada, democracia e direitos fundamentais para todos. Às promessas do projecto Europeu não vinham associadas questões mas sim um entusiasmo colectivo pela entrada de muito dinheiro.

E foi neste cenário que Manuel Ulisses, coleccionador de arte desde a década de sessenta, apostou num projecto comercial com novos artistas – durante a primeira década, a Galeria Quadrado Azul mostrava sobretudo os artistas que saíam da Faculdade de Belas Artes do Porto. A abertura em 2006 de um espaço de exposição em Lisboa viria a sublinhar a sua expansão nacional. Os primeiros anos da Galeria,com nome inspirado no folheto satírico futurista K4 O Quadrado Azul, editado em 1917 por Almada Negreiros (1893, S. Tomé e Príncipe – 1970, Lisboa) e Amadeo de Souza Cardoso (1887, Amarante – 1918, Espinho), foram pautados por uma atitude de internacionalização para lá da participação em feiras de arte. Em Setembro de 1987 inaugurou a primeira exposição individual de Antoni Tàpies (1923 – 2012, Barcelona) numa galeria comercial portuguesa e, passado um ano, em Outubro de 1988, mostrou 10 trabalhos de Salvador Dalí (1904 – 1989, Figueres) em 10 receitas para alcançar a imortalidade.

O artigo completo pode ser lido aqui

 

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