Luísa Santos sobre Nuno Cera

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Luísa Santos, investigadora do CECC, professora da Gulbenkian no Lisbon Consortium e curadora independente, escreve, na revista Contemporânea, sobre a exposição de Nuno Cera na Galeria Miguel Nabinho, em Lisboa, patente entre 22 de Janeiro e 26 de Março.

Quando entramos no espaço da exposição L’Annèe Dernière, de Nuno Cera (1972, Beja), entramos também em duas (na verdade, três) cidades: Paris, Tóquio e, muito brevemente, Banguecoque. L’Annèe Dernière vem, a uma primeira leitura, apresentar fragmentos de cidades como, regra geral, as pensamos: edifícios, ruas, estradas, que formam padrões e grelhas numa malha que muitas vezes nos escapa. Uma leitura atenta permite perceber que as imagens destes lugares apresentam-se como pequenas narrativas intrínsecas ao tempo, à memória e à identidade específicas que a construção de cada cidade implica por oposição a uma grande narrativa da cidade como um todo. Estas imagens apresentam-se assim como percepções – inerentemente subjectivas – do mundo.

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