Homenagem a Landeg White juntou colegas, família e amigos

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Realizou-se no dia 22 de março de 2018, na Sala de Atos do Palácio Ceia da Universidade Aberta (UAb), a sessão de homenagem a Landeg White, premiado tradutor da obra de Camões, professor universitário, poeta e investigador do CECC, que reuniu colegas, familiares e amigos.
A sessão foi aberta por Paulo Dias, Reitor da UAb, acompanhado por Peter Hanenberg, director do CECC, e Isabel Falé, Directora do Departamento de Humanidades da UA. Todos recordaram momentos marcantes da vida académica e intelectual de Landeg White. Isabel Falé sublinhou a sua “criatividade rara e versatilidade intelectual” e ainda o talento poético de Landeg White. A poesia como forma de investigação foi o tema da participação do investigador e autor no primeiro coffee break do CECC, momento lembrado por Peter Hanenberg que trouxe à conversa um dos aspectos da personalidade do homenageado, o humor, quando este afirmou, então, que Pessoa, Baudelaire ou Camões não teriam sido aceites como bolseiros da FCT. Sónia Pereira leu um poema que versava sobre a linguagem, em forma de recordação do momento passado no CECC. Paulo Dias lembrou que Landeg White foi o primeiro docente estrangeiro a defender uma tese de doutoramento naquela universidade, motivo de orgulho para a instituição, cujo Reitor destacou ainda a sua obra como tradutor e estudioso da literatura portuguesa e a capacidade de fazer do deslocamento, temporal, geográfico e cultural, um olhar enriquecedor.
Numa segunda mesa, reuniram-se os dois filhos de Landeg White, que fizeram leituras de poemas, na abertura e no fecho da conversa que reuniu colegas e amigos, entre os quais Gerald Bär, colega do CECC e amigo, Rui Zink, que se cruzou com Landeg White em iniciativas de escrita criativa e apresentou também o seu último romance, Margarida Vale de Gato, amiga e tradutora de alguns dos seus poemas, António Araújo, docente de Matemática que desenhou o seu retrato para o site e fã da sua literatura, e Jeff Childs, amigo e colega na UAb. Todos recordaram a inteligência, humor, tranquilidade, seriedade e talento de Landeg White. Desta conversa resultou a vontade expressa de traduzir a obra poética de Landeg White para português, dando continuidade à iniciativa de Margarida Vale de Gato, que já traduziu, individualmente e com alunos, alguns textos, lidos em inglês e português nesta sessão.
Seguiu-se a apresentação do livro Poetas que não Eram Camões/The Poets Who Weren´t Camões (Universidade Católica Editora), com a presença da editora, Anabela Antunes, que se congratulou com a publicação desta recolha de poemas de autores contemporâneos de Camões edição comentada e bilingue. O co-autor Hélio J.S.Alves, professor da Universidade de Évora, falou sobre o processo de realização do livro, em parceria com Landeg White, frisando a sua generosidade intelectual e o seu notável papel na divulgação da literatura portuguesa do século XVI. A apresentação do livro coube a Mário Avelar (texto a publicar neste blogue brevemente).

Exposição em Londres de Rita GT com curadoria de Ana Cristina Cachola

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A investigadora e docente Ana Cristina Cachola é a curadora da primeira exposição individual de Rita GT, com o título School Next Door/Lesson N1/Learning in Golborn.

Rita GT vive entre Viana do Castelo, Londres e Luanda, e apresenta em Londres uma instalação e um conjunto de actividades expositivas, interventivas e colaborativas, em torno da história e narrativas actuais da emigração portuguesa em Londres Ocidental. A exposição, que inclui fotografia, cerâmica, trabalhos impressos e instalações de som, inaugura amanhã, dia 22 de Março, na 50 Golborn Gallery, e conta ainda com a colaboração do arquitecto Miguel Coutinho e vários carpinteiros de Viana do Castelo.

Quando o gesto artístico é gesto vernáculo

Ao vernáculo são intrínsecas as noções de nativo e doméstico, espontâneo e pertença,  necessário e partilhado.  Num momento em que o futuro e o especulativo ocupam lugares centrais no pensamento contemporâneo, Rita GT foca-se num presente vernáculo fundado em ideais de proximidade, (boa) vizinhança, urgência e premência no seu projecto a Escola ao Lado.  Esta escola e exposição itinerante da artista portuguesa apresenta-se por primeira vez em Londres com Learning with Golborne, uma lição que reflecte sobre e com a comunidade portuguesa migrante que habita esta zona londrina.   Os membros mais velhos desta comunidade saíram de Portugal no tempo da chamada guerra colonial de modo a não terem de participar na guerra ou para fugirem do regime ditatorial fascista conhecido como Estado Novo.

Este regime transformou Portugal num lugar onde era difícil viver. A sociedade hiper-conservadora era vigiada pela polícia política, os meios de comunicação censurados e os jovens portugueses obrigados a sair de Portugal para participarem na guerra. Ao mesmo tempo, a maior parte da população portuguesa adulta era analfabeta ou detinha níveis mínimos de escolaridade. A pouca população que tinha acesso à escola deparava-se com uma instituição cristalizada e completamente controlada pelo regime. Se hoje Portugal é já (também) um país de acolhimento de emigrantes, nas décadas de 1960/1970 via principalmente sair as suas populações em busca de melhores condições de vida. Dado o baixo nível de escolaridade dos portugueses, os homens trabalhavam maioritariamente na construção civil ou como operários pouco especializados; e as mulheres, que tinham ainda mais impedimentos no acesso à escola, dedicavam-se a trabalhos domésticos ou a limpezas em casas particulares ou na hotelaria.

Transversais ao trabalho de Rita GT são precisamente as questões (de discriminação) de género, que não deixam de  estar presentes na primeira lição da Escola ao Lado.  Na série de foto-performances que realizou em Golborne Road, a artista veste um macacão em que se pode ler “Mulher a dias”. “Mulher a dias” é uma expressão coloquial portuguesa que remete para a mulher que se encarrega dos serviços domésticos (umas vez que é sempre a mulher que se encarrega deste tipo de tarefas) nas casas particulares de terceiros e recebe um salário por hora ou dia de trabalho sem ter direito a qualquer tipo de contrato ou vínculo laboral.  Esta condição precária, agudizada pelo género, é tornada visível pela artista e feminista.

A instalação ou predisposição escolar na arte (contemporânea) não é nova nem original, mas não deixou ainda de ter importância no campo de uma produção artística eticamente orientada. Na Escola ao Lado, cada lição corresponderá a uma exposição-instalação diferente (esta foi desenhada pela artista com Miguel Dias Coutinho), preparada mediante processos distintos, tendo por base diálogos e aprendizagens da artista com as comunidades vizinhas à localização da escola itinerante. As várias valências da escola – performativa, expositiva, interventiva, recreativa –  serão resgatadas para uma estrutura horizontal de participação.

Sou um instrumento (poros sintomáticos), performance de Rita GT com o cantor e compositor nigeriano Keziah Jones, é exemplo disso. O título é em si ambíguo. Se, por um lado, sou um instrumento pode remeter para a instrumentalização dos sujeitos por parte de forças autoritárias (por exemplo), por outro, contém em si uma potência contra-discursiva, a capacidade que cada um tem de ser um instrumento subversivo. Nesta performance, tanto GT como Jones vestem roupa feita de colunas sonoras a partir das quais se projectam ao vivo composições textuais e musicais dos artista. Os pequenos furos que compõem as colunas remetem para os poros, cujas secreções não controlamos mas que são essenciais para o equilíbrio do corpo humano.

São muitas as vozes presentes nesta escola. Para além de um programa de conversas informais com Georges Shire e Yvette Greslé,, a obra Laringite – Vozes Invisíveis, desenvolvida em colaboração com João Gigante, guarda vozes e histórias dos emigrantes portugueses residentes em Golborne, com quem GT conversou durante a sua residência em Golborne. Muitas destas vozes são imperceptíveis, como se de línguas desconhecidas se tratassem, estas vozes abrigam-se dentro de laringes e traqueias cerâmicas.

É necessário repensar a escola, encontrar formatos alternativos e localizá-la e, ao mesmo tempo torna-la itinerante. Depois de Londres, a Escola ao lado seguirá para Viana do Castelo, de onde GT é natural, e para Luanda, onde a artista viveu entre 2012 e 2015, mantendo em palimpsesto as reflexões sobre migração. Com Rita GT sabemos que o gesto artístico é também vernáculo.

Ana Cristina Cachola

Março de 2018

 

VIII Graduate Conference in Culture Studies: call for papers

REPLACEMENT AND REPLACEABILITY IN CONTEMPORARY CULTURE

VIII Graduate Conference in Culture Studies

6–7 December 2018 | Universidade Católica Portuguesa – Lisbon

Call for Papers

We call for papers for the 8th Graduate Conference in Culture Studies. This edition will be on the theme of “Replacement and Replaceability in Contemporary Culture” and takes place in Lisbon on the 6th and 7th of December 2018. The conference is organized by The Lisbon Consortium in conjunction with the Research Centre for Communication and Culture at the Universidade Católica Portuguesa.

We aim to discuss the ways in which the concept of ‘replacement’ can be understood and productively used for the study of contemporary culture. Replacement has been one of the central concepts in the study of culture for quite some time, and, at the risk of overstating this claim, one could say that replacement is a concern in all fields of knowledge dealing with the study of culture today. It is, however, rarely the central focus in academic discussion and this event aims to contribute to a more detailed analysis of the uses, misuses, and usefulness of this particular concept for the study of cultural objects.

Hearing the words replacement and replaceability, one naturally wonders: Who or what is being replaced? Who is doing the replacing? What counts as replaceable? Is there a logic of replacement? What happens when bodies are deemed replaceable for other bodies? Or for machines? How does replacement communicate with other, related, concepts, such as translation, repetition, reiteration, quotation, citation, metaphor, metonymy, synechdoche, and displacement? And how does it acquire meaning in connection to other concepts like false-consciousness, workforce, precariousness, simulacrum, spectacle, and ideology? How can replacement or replaceability be made useful for the study of cultural objects? Which objects warrant their use? It is on these and related questions that we invite abstracts to be presented at our conference.

– Replacement, technology and labor.

– Replacement and the body.

– Replacement and disability.

Replacement and the queer body.

Replacement and colonialism.

Replacement and representation.

Replacement and translation.

Replacement and biopower

Replacement and the digital.

Replacement by AI.

Replacement and recognition.

Replacement and knowledge production.

Replacement and simulacrum.

Replacement and death.

Replacement and the archive.

– Replacement and documentation

Background

Theoretical understandings of power tend to highlight the importance of controlled reproduction of human beings, or subjects, in order for power to function. One may think of a wide-ranging number of theorists here, from Karl Marx, through Louis Althusser, and on to Michel Foucault. In the study of bureaucratic modes of power exertion, documents can function as the irreplaceable expression of an identity or a right, as in the cases of identity cards, passports, and diplomas.

In translation studies, the notion of translation as a specific act of replacement is of central concern. In media theory and the study of visual culture, the notion of representation can be understood as a moment in which the image replaces the ‘original.’ In literary studies, concepts such as metaphor and metonymy are examples of replacing one word for another, a procedure considered essential to the production of meaning through language.

In Lacanian psychoanalysis, the mirror-stage functions as a scene in which the physical body is temporarily replaced by an imaginary double. Feminist- and queer theorists have often critiqued heterosexist and heteronormative approaches to otherness as failed, or attempted copies of heterosexual male life. In posthumanist discourses, the very notion of the human undergoes a moment of replacement by some kind of being that is no longer fully human and all too often celebrated as beyond the human in a teleological way. And post- and de-colonial theorists have read colonial activities of ‘Western powers’ as forced replacements of one culture for another.

We invite proposals for contributions in the form of 20-minute presentations in which replacement or replaceability are used either as concepts of analysis, put into dialogue with a cultural object, or in which the concepts themselves come under theoretical scrutiny.

Proposals should be no longer than 250 words and have to be sent to replacementconference2018@gmail.com no later than June 15th 2018.

Your abstract will be peer reviewed and you will receive notification of acceptance as soon as possible thereafter, but no later than the end of July 2018.

Upon acceptance you will be requested to register and provide some personal details to finalize your registration.

The conference will be a two-day event, taking place at the Universidade Católica Portuguesa. It is scheduled to take place on the 6th and 7th of December 2018.

 

Registration fee

The Registration Fee is €50,00 (this includes lunch, coffee breaks and conference materials).

For The Lisbon Consortium students and members of CECC, there is no registration fee.

 

Organizing Committee

Sara Magno, Jad Khairallah & Ilios Willemars

 

For more information, updates and details, see replacementconference.wordpress.com/

 

Homenagem a Landeg White: 22 de Março

Poetas que não eram Camões/ Poets who weren’t Camões é o último livro que o investigador, poeta e tradutor Landeg White nos deixou, em colaboração com Hélio J. S. Alves. Mário Avelar (Universidade Aberta) e Hélio Alves (Universidade de Évora) falarão da obra numa sessão de homenagem dedicada a Landeg White, falecido recentemente, promovida pelo CECC, pela Universidade Aberta e pela Universidade Católica Portuguesa, dia 22 de Março, no Palácio Ceia.

 

Gonçalo Pereira Rosa publica ensaio sobre o impacto mediático do falso arrastão

Gonçalo Pereira Rosa acaba de publicar um capítulo no livro From Media Hypes to Twitter Storms. News Explosions and their Impact on Issues, Crisis and Public Opinion, intitulado “How a small-scale panic turns into an unstoppable news wave about mass mugging on the beach, uma reflexão sobre a onda noticiosa criada a propósito do falso ‘arrastão’ de Carcavelos, em 2005. O livro reúne artigos de vários investigadores, é coordenado pelo Dr. Peter Vasterma e editado por Amsterdam University Press.

O livro está disponível em open acess aqui

4 Cs: vídeo da residência artística de Aimée Zito Lema em Lisboa

No âmbito do projecto 4 Cs – From Conflict to Convivialitthrough Creativity and Culture, A artista Aimée Zito Lema (n. 1982, Holanda) passou um mês em residência artística em Lisboa, sediada na associação cultural Rua das Gaivotas 6, tendo desenvolvido investigação sobre memória e transmissão intergeracional através da história material e do corpo humano. Com base numa metodologia de análise crítica, entrevistas a investigadores, workshops com grupos de jovens (em conjunto com Pedro Penim, do Teatro Praga) e acompanhamento do trabalho do Grupo de Teatro do Oprimido, a artista reflectiu sobre o papel do corpo como agente de transformação e entendimento das histórias sociais.

Em Junho, a artista apresenta esta trabalho numa exposição na Fundação Calouste Gulbenkian.

Veja o vídeo aqui.

 

Call for papers: Lisbon Winter School for the Study of Communication on Media and Populism

 

1ST LISBON WINTER SCHOOL FOR THE STUDY OF COMMUNICATION

MEDIA AND POPULISM

Lisbon, January 15-19, 2019

https://ucpwinterschool.wixsite.com/ucp2019

 

The 1st Lisbon Winter School for the Study of Communication will take a comparative and global approach to the study of media and populism across time. Jointly organized by the Faculty of Human Sciences (Catholic University of Portugal), the Annenberg School for Communication (University of Pennsylvania), the Faculty of Communication Sciences (University of Tampere), and the School of Journalism and Communication (Chinese University of Hong Kong), it aims to uncover what is familiar and distinctive about manifestations of populism around the globe.

 

Call for Applications

Populism is on the rise in different countries in the West and East, emerging anew in some countries, piggbybacking on existent power structures in others, increasing its representation in still others and unpredictably becoming a mainstream style of political communication in yet others. Even though populist movements have different characteristics, which vary according to the context in which they emerge, all share a style of mediated communication. Driven by a simplistic, black-and-white and polarizing discourse in which often a charismatic leader is presented as an embodiment of the people’s will against elites and established political and social institutions, populist discourse depends on the media to disseminate its sentiments, presenting its leaders as “of the people” and, simultaneously, the only ones capable of resolving existing problems and redeeming the nation (e.g. Müller 2016).

Marked by a specific style of communication between the leaders and the people that uses the media to create a shared community, populism is not only about the “emotional bond between populist players and significant segments of the population” (Block & Negrine, 2017: 183). Grass roots movements are used to cultivate anti-establishment sentiments and create a sense of proximity between populist leaders and their supporters. The media, however, are key because they connect and reconnect individuals to the patriotic, aggressive and emotional speeches used by populist actors.

In different historical periods the media have been used to disseminate hate speech against specific groups – the “others” – who are seen as the source of “our” problems. Written, visual, audio and audiovisual media have been instrumental in providing visibility to the “us versus them” discourse central to populist formations. The mechanisms for disseminating enmity have varied across time, though each is used to legitimize the need to protect the nation against those who are different. However, while classic populism was marked by the media’s manipulation, contemporary neo-populism is “suffused with populist media” that exist in a cultural environment “to which all politicians need to pay homage” (Waisbord 2003: 215). Scholars following this line of thought have associated the emergence of neo-populism with media rituals and practices that they believe allow populist discourses to become prevalent (Mazzoleni, 2003; Kramer, 2014). It is thus possible to argue that neo-populism is partially a product of how the media represent reality and that the media have transformed the coverage of politics into entertainment, focusing mostly on conflict and controversy, and giving more visibility to emotional discourses than to those discussing rational ideas.

Even though populist movements use the media to gain the attention of the public, their rise to power inevitably places journalists and other media practitioners in a vulnerable position. Just as authoritarian regimes consider journalism to be a simple extension of political power, populist governments tend to make the same assumption. They label the media as enemies of the people and journalists as “dishonest people”, thus challenging the liberal tradition of democracy that is grounded on freedom of speech and on the public scrutiny of those in office.

Drawing from this context, in which both right and left-wing populist movements make savvy use of the media while attacking its existence and practices, the 1st Lisbon Winter School for the Study of Communication aims to discuss the role of the media in populist formations. How populists and media practitioners interact, how populism is represented in the media and how it uses media to connect with supporters and marginalize individuals voicing political discontent in different countries and across different time periods needs closer attention. The threat posed to freedom of information by populist movements is central here, but it is part of a larger information ecosystem that raises critical questions about the capacity of the media writ large – journalism, documentary, entertainment – to wrestle with issues and problems that trouble the core of populist appeal.

The Winter School invites proposals by doctoral students and post-docs that address, though may not be not be strictly limited to, the topics below:

  • Interactions between populists and the media
  • Populist strategies of media intimidation
  • Representation of populist movements and actors in the media
  • Digital media and populist grass roots movements
  • Populist rhetoric and discourse
  • Media practice and populism
  • International circulation of populist ideals
  • Hate speech and stereotypes
  • Social media and populism
  • Alternative facts
  • Fake news
  • Information under threat
  • Satire and populism
  • Impact of populism on citizenry
  • ….

The discussions will bring together scholars and graduate students from different geocultural locations, which will allow for the development of a transcultural perspective on these phenomena. Proposals focusing on western and non-western countries are welcomed.

 

Confirmed Keynote Speakers/Lectures:

  • Barbie Zelizer, Annenberg School for Communication
  • Francis Lee, Chinese University of Hong Kong
  • Karin Wahl-Jorgensen, Cardiff University
  • Nelson Ribeiro, Universidade Católica Portuguesa
  • Risto Kunelius, University of Tampere
  • Rolien Hoyng,  Chinese University of Hong Kong
  • Silvio Waisbord, George Washington University

 

Paper proposals

Proposals should be sent to winterschool@gmail.com no later than July 15, 2018 and include paper title, abstract in English (300 words), name, e-mail address, institutional affiliation and a brief bio (max. 100 words) mentioning ongoing research.

Applicants will be informed of the result of their submissions by September 1, 2018.

 

Full paper submission

Presenters are required to send in full papers by November 30, 2018.

 

Rules for presentation

The organizing committee shall place presenters in small groups according to the research focus of their papers. Each present will have a maximum of 15 minutes for presentation in order to allow at least 15 minutes for the discussion of each paper.

 

Registration fees

Participants with paper – 250€ for the entire week (includes lectures, master classes, doctoral sessions, lunches and closing dinner)

Participants without paper – €50 per session/day | 200€ for the entire week (lectures and master classes only)

 

Venue

The Winter School will take place at the campus of Universidade Católica Portuguesa located in the city of Lisbon.

Due to this heritage and its geographical location, Lisbon has become a central hub in West-East and North-South interconnections. Even though January is one of the coldest months in Lisbon, the average temperature is 15°C (59°F) throughout the day and 8°C (47°F) at night. The city is Europe’s sunniest capital with an average of 2800 hours of sunshine per year. According to the 2017 Global Peace Index, Portugal is the 3rd safest country in the world.

For more information, visit the Winter School’s website:

https://ucpwinterschool.wixsite.com/ucp2019

 

Coffee break com Anastasia Khain: uma abordagem cognitiva da linguística

 

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No passado dia 26 de Fevereiro, o Coffee Break do CECC contou com a apresentação da investigadora convidada Anastasia Khain, doutoranda da Universidade de Deusto – Bilbao, a desenvolver actualmente a sua pesquisa na Universidade Católica, ao abrigo de uma bolsa Santander Foundation.

Anastasia Khain fez uma apresentação da investigação em curso, com o título “Einstein, Eisteins, an Einstein: what articles reveal about categorization in Spanish”. A partir de uma abordagem cognitiva às questões linguísticas, a investigadora pretende compreender o papel dos artigos na categorização, considerando o sistema linguístico enquanto sistema conceptual. Esta abordagem à língua, defende, pode vir a ter benefícios também no ensino de línguas estrangeiras: compreendendo o significado conceptual de fenómenos gramaticais.

Marília dos Santos Lopes co-organiza workshop na Herzog August Bibliothek sobre “traveling objects”

Na próxima semana, entre 7 e 9 de Março, irá decorrer na Herzog August Bibliothek, em Wolfenbüttel, na Alemanha, um workshop, co-organizado pela investigadora do CECC Marília dos Santos Lopes na consequência do Senior Fellowship que lhe foi concedido por esta prestigiada biblioteca alemã. Oradores dos Estados Unidos, de Hong Kong e de vários países europeus debatem o tema “Dinge unterwegs. Objekte im Kulturtransfer der Frühen Neuzeit” (Traveling objects. Cultural exchange in Early Modern Times).

Marília dos Santos Lopes e Ulrike Gleixner, as organizadoras, escrevem:
The special aspect of the conference is to investigate global and transcultural perspectives in the study of objects. We are looking at objects that were coming from other continents to Europe, as well as to objects travelling from Europe to other continents. We are inquiring about the cultural affordance of these objects, the ways, the mediators, the economies and contexts in which things were en route. This global perspective provides this workshop with a special scholarly aspiration as well as an innovative approach to the materiality of transcultural issues.
Mais  info aqui e aqui

Eduardo Cintra Torres: novo artigo sobre eventos de multidão

O investigador e docente Eduardo Cintra Torres publicou recentemente o artigo “Understanding How and Why People Participate in Crowd Events”, na revista Social Science Information, em co-autoria com Sérgio Moreira (FPUL) e Rui Costa Lopes ICS-UL). O artigo apresenta os resultados de um inquérito sobre a participação em eventos de multidão, a que responderam mais de 1500 pessoas de dezenas de países, considerando sete tipos de eventos,entre os quais concertos, futebol, religiosos e manifestações de rua.

The participation and collective effervescence in crowd events is a perennial issue in social sciences, however it has scarcely been researched from the point of view of the attendees. This article helps to fill the gap with an exploratory descriptive study based on a sample of 1,553 respondents from 40 countries. The authors analyse seven different types of events and also describe the various participation levels, whether people go there alone or in company, and their reasons for attending. Globally, the results show several specific patterns: (a) the majority of the participants often go to collective events, but different events have different levels of participation; (b) people rarely go alone to collective events, but the company depends on the type of event; (c) although the results show it is not necessary to like the event to trigger participation, people have different reasons for going to different events. The article concludes with a cluster analysis that details the links between attendance, company, and reasons to attend, according to the socio-demographic factors.

O artigo completo pode ser lido aqui